A uma Sociedade de Direito em abundância, pode não corresponder um Estado de Justiça em abundância. É assim em Portugal, como é assim noutros países.
Tudo depende da organização do sistema judiciário e das implicações do sistema jurídico.
Para um nível terciário das estruturas e das relações sociais continua a oferecer-se um sistema judicial de cariz primário.
Tal estado de coisas interessa a alguém.
Os operadores judiciários deveriam ser os mais inconformados com essa situação e exigir as inadiáveis mudanças.
Não se entende porque o não têm feito.
20051016
20051015
20051009
(IN)DIGNIDADE
O Reino de Marrocos «despejou» no deserto centenas de pessoas, depois de estas terem sido deportadas pelo Reino de Espanha, por tentarem «assaltar» os enclaves do «sonho europeu» de Ceuta e Mellila. Alguns morreram. Outros ficaram feridos, debilitados, humilhados. Sobretudo, ficaram despojados da sua humanidade (já que nada tinham mais). Esta aviltante atitude de um regime autoritário só foi possível porque um estado europeu o permitiu.
A gravidade do assunto tem vindo a ser escamoteada.
Mas, em rigor, bem se pode dizer que é um «Abu Grahib» da Europa.
Revoltante. É o mínimo que se pode dizer.
A gravidade do assunto tem vindo a ser escamoteada.
Mas, em rigor, bem se pode dizer que é um «Abu Grahib» da Europa.
Revoltante. É o mínimo que se pode dizer.
20051008
Viagens
20051006
20051005
20050930
20050926
Homem-estátua
Alegre anunciou a candidatura à Presidência da República numa reunião política do PS (comício de apoio ao candidato à Câmara de Águeda pelo partido).
José Lello disse que a tinha «parasitado». A imbecilidade do despeito só é comparável à arrogância do poder absoluto.
Afinal, que PS é este?
Alegre é corajoso. E é o único candidato às presidenciais que (já) tem estátua.
Premonição?
José Lello disse que a tinha «parasitado». A imbecilidade do despeito só é comparável à arrogância do poder absoluto.
Afinal, que PS é este?
Alegre é corajoso. E é o único candidato às presidenciais que (já) tem estátua.
Premonição?
Domingo, 25 de Setembro
20050923
A nossa Escola
Há dias, fiquei estupefacto com o título do Manual de Francês do 7.º Ano, adoptado na Escola frequentada por uma das minhas filhas. «Kestudi». Isso mesmo, «Kestudi».
Sinceramente pensei que não tinha lido bem, que precisava de limpar os óculos, havia qualquer reflexo que me não deixava ler bem a palavra.
No entanto, confirmava-se: «Kestudi». Francês ou Esperanto? - interroguei-me.
Não, é mesmo: «Kestudi». Ilisão de «Qu´est ce que tu dis.». Ah, claro. Fiz-me de distraído.
Pois, compreendo que é nestas escolas que andem alunos cujos pais digam à frente de uma câmara de TV: «De momento que os teinham lá prezos, esta´tudo beinhe !!»
Sinceramente pensei que não tinha lido bem, que precisava de limpar os óculos, havia qualquer reflexo que me não deixava ler bem a palavra.
No entanto, confirmava-se: «Kestudi». Francês ou Esperanto? - interroguei-me.
Não, é mesmo: «Kestudi». Ilisão de «Qu´est ce que tu dis.». Ah, claro. Fiz-me de distraído.
Pois, compreendo que é nestas escolas que andem alunos cujos pais digam à frente de uma câmara de TV: «De momento que os teinham lá prezos, esta´tudo beinhe !!»
Refundar o Estado (de direito?)
Fala-se, como nunca, em «III.ª República», prognosticando-se uma «IV.ª»?
Há anomia na sociedade e no Estado. Estamos a viver a dissolução deste, como o conhecemos?
Há uma disrupção institucional?
Os cidadãos deixam de se rever em ideários mais ou menos desgastados, mas um governo de maioria absoluta parece não ter ganho, também (como lhe competiria) a mobilização daqueles. Só teria a ganhar se o conseguisse.
A desconfiança e o hipercepticismo ( e o hiperelativismo) adensam-se insustentavelmente.
Eu próprio não me sinto lá muio bem.
Há anomia na sociedade e no Estado. Estamos a viver a dissolução deste, como o conhecemos?
Há uma disrupção institucional?
Os cidadãos deixam de se rever em ideários mais ou menos desgastados, mas um governo de maioria absoluta parece não ter ganho, também (como lhe competiria) a mobilização daqueles. Só teria a ganhar se o conseguisse.
A desconfiança e o hipercepticismo ( e o hiperelativismo) adensam-se insustentavelmente.
Eu próprio não me sinto lá muio bem.
20050922
20050917
20050909
Agustina, sempre
«- Prefiro um homem que quer vender a filha, a outro que quer vender jornais. O primeiro é mais concreto e faz um jogo claro .... Não se trata ali de política, nem de moral, pense bem nisto - dizia. Trata-se só de uma notícia, antes de mais ninguém. Para isso vendem a alma, quanto mais a filha. Só não vendem a máquina de escrever».Agustina Bessa Luís, Os meninos de ouro.
20050907
Reforço
20050831
20050830
Fim de Férias

Não há Férias decentes sem o Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim e sem ver filmes (pelo menos «Sonatine» e «Irmão») de Takeshi Kitano ou de Clint Eastwood.
Pernoitar numa Pousada de Portugal.
Evitar, a todo o custo, o Algarve.
Ir a Veneza.
Ler, entre outros, «A Lenda de Martim Regos», de Pedro Canais e reler «Trabalhos e paixões de Benito Prada» de Fernando Assis Pacheco.
Durante a estadia em Moledo, visitar a Bienal de V. N. Cerveira.
20050828
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