Num jornal, lia-se «Segurança social perdeu o rasto das duas crianças de Gaia há cerca de um ano». Passe o humor negro, dir-se-ia que nunca mais o encontrarão.
Na verdade, quando uma desas situações ocorre, torna-se recorrente procurar responsáveis institucionais, para além dos óbvios (quando os há): as comissões de protecção de crianças, a segurança social, o ministério público, os tribunais, os ministros, etc. Provavelmente, todos eles terão a sua parte de responsabilidade. É para evitar estas tragédias que tais instituições existem. Mas, não será utopia exigir ou esperar isso, quando os tribunais de menores têm de recorrer à boa vontade (e, muitas vezes, à boa disposição) de instituições particulares de solidariedade social (nomeadamente religiosas)?
Quando acabará o cinismo cabotino dos "crucificadores do sistema" (afinal, de todos nós), criando-se, finalmente, uma rede nacional de casas de acolhimento de urgência e temporário de crianças em situação de perigo?
Talvez um dos estádios do Euro 2004 chegasse. Ou uma pista do novo aeroporto da Ota, quem sabe...
20051227
20051226
Nunca Mais
20051117
Urbanismo e Cidadania

Quando o campo não era semeado de casas, nem por isso as pessoas eram mais saudáveis. Definitivamente, não eram mais felizes. Dir-se-ia que (lhes) era indiferente a maior harmonia e complementaridade entre o Homem e a Natureza. Hoje, reclama-se um retorno a paradigmas (ecológicos e económicos) que, afinal, não resultavam aquando da sua vigência. Ou será que se pretende mais uma experiência na contemporaneidade?
20051114
Serviço de Manutenção
Salvador Dali, Batalha.A Europa é assaltada por fora (Ceuta, Melilla, Tarifa, Bari, Sicília, Trieste, etc).
Arde por dentro (França, Bégica, Alemanha ?).
O malaise de alguns habitantes da Europa (que não se sentem europeus) é um fenómeno interessante, sociologicamente falando, é claro. Nada interessante para os donos dos carro incendiados e os polícias feridos por hordas de jovens inadaptados (conceito politicamente correcto), por alguém chamados de «escumalha».
A Europa assiste, enfim, às consequências de uma descolonização que julgava resolvida. Abandonada ao subdesenvolvimento, à corrupção e à cleptocracia, África explodiu demograficamente e emigrou para as potências coloniais carecidas de mão-de-obra.
Hoje, a explosão é dentro da Europa. A demográfica e a outra.
Madrid (11 de Março) e Londres (7 de Julho) serão crises agudas de um sindrome crónico que afecta o sistema mais conseguido de integração (??).
A "israelização" da Europa é um facto consumado?
20051104
Em boa hora
20051016
Direito e Justiça em abundância?
A uma Sociedade de Direito em abundância, pode não corresponder um Estado de Justiça em abundância. É assim em Portugal, como é assim noutros países.
Tudo depende da organização do sistema judiciário e das implicações do sistema jurídico.
Para um nível terciário das estruturas e das relações sociais continua a oferecer-se um sistema judicial de cariz primário.
Tal estado de coisas interessa a alguém.
Os operadores judiciários deveriam ser os mais inconformados com essa situação e exigir as inadiáveis mudanças.
Não se entende porque o não têm feito.
Tudo depende da organização do sistema judiciário e das implicações do sistema jurídico.
Para um nível terciário das estruturas e das relações sociais continua a oferecer-se um sistema judicial de cariz primário.
Tal estado de coisas interessa a alguém.
Os operadores judiciários deveriam ser os mais inconformados com essa situação e exigir as inadiáveis mudanças.
Não se entende porque o não têm feito.
20051015
20051009
(IN)DIGNIDADE
O Reino de Marrocos «despejou» no deserto centenas de pessoas, depois de estas terem sido deportadas pelo Reino de Espanha, por tentarem «assaltar» os enclaves do «sonho europeu» de Ceuta e Mellila. Alguns morreram. Outros ficaram feridos, debilitados, humilhados. Sobretudo, ficaram despojados da sua humanidade (já que nada tinham mais). Esta aviltante atitude de um regime autoritário só foi possível porque um estado europeu o permitiu.
A gravidade do assunto tem vindo a ser escamoteada.
Mas, em rigor, bem se pode dizer que é um «Abu Grahib» da Europa.
Revoltante. É o mínimo que se pode dizer.
A gravidade do assunto tem vindo a ser escamoteada.
Mas, em rigor, bem se pode dizer que é um «Abu Grahib» da Europa.
Revoltante. É o mínimo que se pode dizer.
20051008
Viagens
20051006
20051005
20050930
20050926
Homem-estátua
Alegre anunciou a candidatura à Presidência da República numa reunião política do PS (comício de apoio ao candidato à Câmara de Águeda pelo partido).
José Lello disse que a tinha «parasitado». A imbecilidade do despeito só é comparável à arrogância do poder absoluto.
Afinal, que PS é este?
Alegre é corajoso. E é o único candidato às presidenciais que (já) tem estátua.
Premonição?
José Lello disse que a tinha «parasitado». A imbecilidade do despeito só é comparável à arrogância do poder absoluto.
Afinal, que PS é este?
Alegre é corajoso. E é o único candidato às presidenciais que (já) tem estátua.
Premonição?
Domingo, 25 de Setembro
20050923
A nossa Escola
Há dias, fiquei estupefacto com o título do Manual de Francês do 7.º Ano, adoptado na Escola frequentada por uma das minhas filhas. «Kestudi». Isso mesmo, «Kestudi».
Sinceramente pensei que não tinha lido bem, que precisava de limpar os óculos, havia qualquer reflexo que me não deixava ler bem a palavra.
No entanto, confirmava-se: «Kestudi». Francês ou Esperanto? - interroguei-me.
Não, é mesmo: «Kestudi». Ilisão de «Qu´est ce que tu dis.». Ah, claro. Fiz-me de distraído.
Pois, compreendo que é nestas escolas que andem alunos cujos pais digam à frente de uma câmara de TV: «De momento que os teinham lá prezos, esta´tudo beinhe !!»
Sinceramente pensei que não tinha lido bem, que precisava de limpar os óculos, havia qualquer reflexo que me não deixava ler bem a palavra.
No entanto, confirmava-se: «Kestudi». Francês ou Esperanto? - interroguei-me.
Não, é mesmo: «Kestudi». Ilisão de «Qu´est ce que tu dis.». Ah, claro. Fiz-me de distraído.
Pois, compreendo que é nestas escolas que andem alunos cujos pais digam à frente de uma câmara de TV: «De momento que os teinham lá prezos, esta´tudo beinhe !!»
Refundar o Estado (de direito?)
Fala-se, como nunca, em «III.ª República», prognosticando-se uma «IV.ª»?
Há anomia na sociedade e no Estado. Estamos a viver a dissolução deste, como o conhecemos?
Há uma disrupção institucional?
Os cidadãos deixam de se rever em ideários mais ou menos desgastados, mas um governo de maioria absoluta parece não ter ganho, também (como lhe competiria) a mobilização daqueles. Só teria a ganhar se o conseguisse.
A desconfiança e o hipercepticismo ( e o hiperelativismo) adensam-se insustentavelmente.
Eu próprio não me sinto lá muio bem.
Há anomia na sociedade e no Estado. Estamos a viver a dissolução deste, como o conhecemos?
Há uma disrupção institucional?
Os cidadãos deixam de se rever em ideários mais ou menos desgastados, mas um governo de maioria absoluta parece não ter ganho, também (como lhe competiria) a mobilização daqueles. Só teria a ganhar se o conseguisse.
A desconfiança e o hipercepticismo ( e o hiperelativismo) adensam-se insustentavelmente.
Eu próprio não me sinto lá muio bem.
20050922
20050917
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