Esta é uma notícia verdadeiramente surpreendente (e, simultaneamente, revoltante). Talvez não surpreenda assim tanto, pois, a falta de eficácia no combate ao tráfico de droga.
«A ONU já viu provas de que o único "investimento líquido de capital" que foi disponibilizado a alguns bancos veio de gangues de crime organizado, algo para o qual foi alertado por agências de combate ao crime há cerca de 18 meses. "Em muitos casos, o dinheiro da droga era a única liquidez disponível. Na segunda metade de 2008, a falta de liquidez era o maior problema do sistema bancário, logo ter liquidez em capital tornou-se um factor muito importante", salientou ao jornal britânico. Antonio Maria Costa revelou que algumas das provas a que o seu departamento teve acesso mostram que muito deste dinheiro sujo foi mesmo aproveitado para salvar algumas instituições financeiras em risco devido ao congelamento dos empréstimos interbancários. "Há alguns sinais que alguns bancos foram assim salvos", acusa sem pruridos, negando-se porém a nomear bancos ou países que possam estar envolvidos. "O dinheiro faz agora parte do sistema e já foi lavado", aponta mesmo.»
Conjugando-se essa notícia com a da "emigração" de cerca de 5.000 altos quadros britânicos para os Paraísos Fiscais criados pelos Estados nos tempos da "liberdade de iniciativa e empreendedorismo" (eufemismo para neoliberalismo furioso e selvagem), para fugir às taxas sobre os prémios, tudo isso dá ideia de como os Estados se encontram, de facto, à mercê dos gangs, capturados por estes (e depois vêm falar das corporações).
O crime organizado caracteriza-se, aliás, por paralisar o braço que o deve combater.
Todas as (piores) previsões se confirmam.
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20091214
20091029
Face oculta
Polícias e magistrados não deixam recuperar a «banca». Parecem apostados em afundar as excelentes expectativas do sistema financeiro e bancário...
20090210
«Casos de polícia»
O governo ainda «tentou dourar a pílula», nacionalizando o BPN (não foi dias loureiro que apresentou, embevecido, a louvaminha do «menino d´ouro do ps» - quem é ele, quem é -,da Eduarda Maio?) e «pondo uma mão por baixo», ao BPP.
Que ambos são mega-fraudes, já se sabia à boca pequena. Mas, agora, assume-se.
O efeito do «controlo do sistema financeiro», através da nacionalização e dos avales do Estado, escondem, porventura, uma tentativa de controlar danos de outra natureza.
Ou me engano muito, ou ainda vai ser o sistema de justiça a «pagar a factura».
Que ambos são mega-fraudes, já se sabia à boca pequena. Mas, agora, assume-se.
O efeito do «controlo do sistema financeiro», através da nacionalização e dos avales do Estado, escondem, porventura, uma tentativa de controlar danos de outra natureza.
Ou me engano muito, ou ainda vai ser o sistema de justiça a «pagar a factura».
20081206
Explicações da «nossa» Cleptocracia
Um "bunker" na herdade de oliveira costa, parece ser, afinal, o único motivo para, em Portugal, se levar um suspeito de crime económico à prisão (preventiva).
Um fundo gestor em que participaram jorge coelho e dias loureiro, que se dedicava à lavagem de fundos de uma rede de facturas falsas, permitirá perceber porque foram salvos dois bancos por este governo.
Por isso, dias loureiro foi o cavalheiro que apresentou embevecidamente o livro do «menino d´ouro do ps».
Há muitos interesses que convém abafar, rapidamente e em força. Só que a "crise", talvez tenha gerado forças incontroláveis e não seja possível evitar danos colaterais. Que poderão ser extensos.
Talvez todo este ambiente geral permita a afronta do ps ao Presidente da República, por causa do... estatuto dos Açores (e da Lei do Divórcio).
Também o PR já deve ter, por este andar, as mãos carbonizadas.
Se isto não é um «pântano» exponencialmente maior do que o do Eng.º Guterres, vou-me reformar...
Um fundo gestor em que participaram jorge coelho e dias loureiro, que se dedicava à lavagem de fundos de uma rede de facturas falsas, permitirá perceber porque foram salvos dois bancos por este governo.
Por isso, dias loureiro foi o cavalheiro que apresentou embevecidamente o livro do «menino d´ouro do ps».
Há muitos interesses que convém abafar, rapidamente e em força. Só que a "crise", talvez tenha gerado forças incontroláveis e não seja possível evitar danos colaterais. Que poderão ser extensos.
Talvez todo este ambiente geral permita a afronta do ps ao Presidente da República, por causa do... estatuto dos Açores (e da Lei do Divórcio).
Também o PR já deve ter, por este andar, as mãos carbonizadas.
Se isto não é um «pântano» exponencialmente maior do que o do Eng.º Guterres, vou-me reformar...
20081123
A nossa cleptocracia
Em Espanha, também há interesse no «nosso Mário Conde».
O que não deixa de ser estranho, cá, é o interesse do PS - agora, aparentemente, em mudança de posição - em silenciar o problema do BPN, em «nacionalizá-lo para o reprivatizar», em negar uma investigação e esclarecimento cabal sobre o caso, e em revelar qual o valor que os contribuintes terão de suportar, para pagar a ineficácia e incompetência (ou, pior, conivência) da supervisão do Banco de Portugal.
Será para «manietar» o Presidente Cavaco - como «moeda de troca» para outras indulgências político-governativas -, que nomeou (pessoalmente) o dr. loureiro para conselheiro de Estado?
Do pé para a mão, o PS controla a administração de três Bancos. São três poderosos instrumentos para desígnios porventura pouco claros, sobretudo em tempos de crise.
Mas, isso, não interessa nada. Estão em boas mãos.
O que não deixa de ser estranho, cá, é o interesse do PS - agora, aparentemente, em mudança de posição - em silenciar o problema do BPN, em «nacionalizá-lo para o reprivatizar», em negar uma investigação e esclarecimento cabal sobre o caso, e em revelar qual o valor que os contribuintes terão de suportar, para pagar a ineficácia e incompetência (ou, pior, conivência) da supervisão do Banco de Portugal.
Será para «manietar» o Presidente Cavaco - como «moeda de troca» para outras indulgências político-governativas -, que nomeou (pessoalmente) o dr. loureiro para conselheiro de Estado?
Do pé para a mão, o PS controla a administração de três Bancos. São três poderosos instrumentos para desígnios porventura pouco claros, sobretudo em tempos de crise.
Mas, isso, não interessa nada. Estão em boas mãos.
20081121
Cavalheiros exemplares...
...de um certo tipo de "arrivismo" social e económico.
manuel dias loureiro, por seu lado, não foi ouvido no Parlamento. Mas vai ser ouvido na praça pública.
Talvez seja melhor. Não estamos na era da democracia mediática?
manuel dias loureiro, por seu lado, não foi ouvido no Parlamento. Mas vai ser ouvido na praça pública.
Talvez seja melhor. Não estamos na era da democracia mediática?
20081105
20081102
O Estado nacionaliza o BPN...
E não se passa nada?
O Estado vai nacionalizar o BPN. Esta notícia assume a banalidade das coisas correntes, mas o seu conteúdo é, actualmente, de uma inaudita gravidade (após a aprovação dos 20.000.000.000 - vinte mil milhões de Euros de aval do Estado, aprovado em tempo record).
A avaliar pela serenidade da instituição, até parece que no pasa nada. Nenhum aviso sobre tão dramática situação constava.
Espera-se, no mínimo que a intervenção da CGD não se faça, mais uma vez, impunemente. Será desta que os figurões dos órgãos sociais, os Revisores Oficiais de Contas, as entidades de «regulação» e de tutela vão ser responsabilizados?
Há um novo PREC (processo de "recapitalização" em curso) em marcha?
Algo de muito estranho se anda a passar no nosso sistema financeiro.
Primeiro, estávamos alheados do que se passou no BCP, mas a transição do CEO da CGD (Santos Ferreira) para o BCP, agora começa a fazer todo o sentido.
O «buraco» era tão profundo que só os fundos públicos (do Estado, isto é, dos contribuintes, das pessoas que pagam impostos), através da CGD, podiam salvar a situação. Daí a solução do "homem-forte" que poderia assegurar a salvação da instituição.
Mas, do BPN não havia suspeita. O Finibanco, a CCAM e o BPI vêm a seguir?
O Estado vai nacionalizar o BPN. Esta notícia assume a banalidade das coisas correntes, mas o seu conteúdo é, actualmente, de uma inaudita gravidade (após a aprovação dos 20.000.000.000 - vinte mil milhões de Euros de aval do Estado, aprovado em tempo record).
A avaliar pela serenidade da instituição, até parece que no pasa nada. Nenhum aviso sobre tão dramática situação constava.
Espera-se, no mínimo que a intervenção da CGD não se faça, mais uma vez, impunemente. Será desta que os figurões dos órgãos sociais, os Revisores Oficiais de Contas, as entidades de «regulação» e de tutela vão ser responsabilizados?
Há um novo PREC (processo de "recapitalização" em curso) em marcha?
Algo de muito estranho se anda a passar no nosso sistema financeiro.
Primeiro, estávamos alheados do que se passou no BCP, mas a transição do CEO da CGD (Santos Ferreira) para o BCP, agora começa a fazer todo o sentido.
O «buraco» era tão profundo que só os fundos públicos (do Estado, isto é, dos contribuintes, das pessoas que pagam impostos), através da CGD, podiam salvar a situação. Daí a solução do "homem-forte" que poderia assegurar a salvação da instituição.
Mas, do BPN não havia suspeita. O Finibanco, a CCAM e o BPI vêm a seguir?
20080929
Nos EUA não há disciplina de voto
Mesmo quando toca a votar numa questão essencialíssima, como é a do «salvamento do sistema financeiro».
Será que já nem os próprios congressistas acreditam no «sistema»?
Será que já nem os próprios congressistas acreditam no «sistema»?
20080207
Acho que
Devia ser proibido aos Bancos a divulgação de resultados.
Haja pudor. Os accionistas podem aceder internamente à informação....
Haja pudor. Os accionistas podem aceder internamente à informação....
20080108
Quem não deve...
Berardo deve duzentos milhões duzentos à CGD.
Bem me dizia o meu tio Tomás: «Se deves mil ao Banco tens um problema; mas se deves 1 000 000, o banco tem um problema maior».
Ou me engano muito, ou, num País a sério, esta história mal contada do BP-CGD-BCP era motivo de "sobressalto político". Como estamos num país de ópera bufa destes podres poderzinhos, onde o BP toma partido no mercado bancário, estamos conversados...
Que me desculpe o Dr. Constâncio (que reputo de pessoa séria e profissional dos mais competentes), mas o que ele menos precisava era de ser achincalhado desta maneira, pela sua inabilidade ou pelo «frete» que fez.
O Procurador-geral da República, que tomou nota das «denúncias» de polichinnelo do Joe, será que anda a ler jornais (já que não lê blogs) e a tirar as consequências?
Bem me dizia o meu tio Tomás: «Se deves mil ao Banco tens um problema; mas se deves 1 000 000, o banco tem um problema maior».
Ou me engano muito, ou, num País a sério, esta história mal contada do BP-CGD-BCP era motivo de "sobressalto político". Como estamos num país de ópera bufa destes podres poderzinhos, onde o BP toma partido no mercado bancário, estamos conversados...
Que me desculpe o Dr. Constâncio (que reputo de pessoa séria e profissional dos mais competentes), mas o que ele menos precisava era de ser achincalhado desta maneira, pela sua inabilidade ou pelo «frete» que fez.
O Procurador-geral da República, que tomou nota das «denúncias» de polichinnelo do Joe, será que anda a ler jornais (já que não lê blogs) e a tirar as consequências?
20080104
Non omnet quod licet honestum est
(Trad.: Nem tudo o que é legal é honesto).
Essa máxima aplica-se ao folhetim CGD-BCP.
Percebe-se, agora, a razão de tantas «guerras intestinas» no BCP e o protagonismo do sr. berardo e quejandos accionistas salvadores do «maior banco privado português». Já tinham garantido o financiamento junto da administração da CGD, que lhes permitiu uma posição de controlo e, agora, querem importar parte dessa administração para, sei lá, lhes emprestar outra maquia para adquirirem mais posições de domínio no capital do banco, i. é, repetir a manobra "caseira" que os amigos do guru jardim terão feito.
Declaração de interesses: Eu até nunca simpatizei nem fui cliente do BCP. Não me afligem as suas tricas internas. Desde que isso não tenha implicações externas, como parecem estar a ocorrer. Não é normal, não é legítimo, que uma autoridade (?) de supervisão interfira, como interferiu, na substituição/inibição da uma série de administradores sumariamente proscritos dos cargos de direcção do BCP e viabilize a transferência directa para esta de parte essencial da administração da CGD, o banco público que deve ter uma estratégia concorrencial e de negócios, que iria (irá?) ser minada pelos segredos detidos pelo seu ex-presidente, que fica à disposição dos "salvadores da instituição".
É só isso que me preocupa.
Alguém anda a brincar com a nossa paciência...
Essa máxima aplica-se ao folhetim CGD-BCP.
Percebe-se, agora, a razão de tantas «guerras intestinas» no BCP e o protagonismo do sr. berardo e quejandos accionistas salvadores do «maior banco privado português». Já tinham garantido o financiamento junto da administração da CGD, que lhes permitiu uma posição de controlo e, agora, querem importar parte dessa administração para, sei lá, lhes emprestar outra maquia para adquirirem mais posições de domínio no capital do banco, i. é, repetir a manobra "caseira" que os amigos do guru jardim terão feito.
Declaração de interesses: Eu até nunca simpatizei nem fui cliente do BCP. Não me afligem as suas tricas internas. Desde que isso não tenha implicações externas, como parecem estar a ocorrer. Não é normal, não é legítimo, que uma autoridade (?) de supervisão interfira, como interferiu, na substituição/inibição da uma série de administradores sumariamente proscritos dos cargos de direcção do BCP e viabilize a transferência directa para esta de parte essencial da administração da CGD, o banco público que deve ter uma estratégia concorrencial e de negócios, que iria (irá?) ser minada pelos segredos detidos pelo seu ex-presidente, que fica à disposição dos "salvadores da instituição".
É só isso que me preocupa.
Alguém anda a brincar com a nossa paciência...
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