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20090112

O País criminal: «casamentos brancos» de cidadãos "industanos" e cartas de marear "farinha amparo"

A existência de redes de imigração ilegal e «regularização irregular de estrangeiros» foi sempre um campo fértil de avultados proventos ilícitos. Neste caso, quem sabe, se não estaremos a assistir a mais uma ramificação de redes terroristas islâmicas internacionais.

Neste outro assunto, mais doméstico, não deixa de surpreender a cupidez dos envolvidos e a volúpia por receitas aparentemente regulares, mas que escondiam o licenciamento de uma actividade que potenciava enorme perigo para os envolvidos e para terceiros.

Em ambos, a PJ está de Parabéns. Tem de marcar pontos, para (tentar) evitar a sua extinção.

20090102

Eu também acho

"Nesta fase da vida do país, devemos evitar divisões inúteis", Quem o diz é o Presidente da República.
Sim, o ministro da propaganda subscreve as declarações do Chefe do Estado, pois bem precisa que achem que o governo quer cooperar institucionalmente com ele.
A sério: é preciso que tenhamos a noção de que as adversidades transcendem a pesporrência do 1.º ministro e a arrogância de uma «maioria» que nem sabe como o conseguiu e que, claramente, não tinha qualquer projecto estratégico coerente (e consistente) para o País.
Contudo, os governos e os políticos passam.
O País e o Povo permanecem.
É preciso ajudar o governo a terminar com dignidade as suas funções.

20081230

A "cooperação estratégica" acabou (se é que algum dia existiu)

A cínica relação do aparelho político-governativo relativamente ao Presidente da República assume a sua verdadeira face.
Apesar de o Chefe de Estado acusar o Parlamento de «deslealdade» no relacionamento «entre órgãos de soberania», para bom entendedor, o recado era dirigido ao 1.º ministro.
Foi deste a iniciativa (com presumíveis dividendos político-partidários no ps açoriano) e a renovação da «afronta» ao(s poderes do) Presidente. É ele o seu responsável. Como bem sabemos, a orientação do grupo parlamentar do ps só a ele obedece.
Por isso, é josé pinto de sousa o visado na comunicação presidencial. Não podia ser outra pessoa. Os motivos são miseráveis. O pior é que o ps fica refém duma estratégia que até o "mullah omar do regime", o constitucionalista vital, vituperou.

Em 2009, estou em crer, assistiremos a episódios de luta política pouco edificante. Talvez seja necessário, para desviar as atenções do essencial.

20081211

Os deputados faltosos

O deputado do psd, jorge neto, declarou que só faltou à sessão do Parlamento de 5-12-2008 (em que a resolução sobre a suspensão do sistema de avaliação docente não foi aprovada por falta de deputados daquele partido), devido a «trabalho político».

Esse «trabalho» consistiu no jantar de «solidariedade» do Boavista F. Clube (no dia anterior), no Porto, ao qual se seguiu um leilão, que só acabou depois das 02H00 da madrugada. «Era desumano» estar a exigir-lhe que comparecesse no dia seguinte, na AR.

Eu também acho que este deputado bem mereceu o dia de descanso compensatório, depois de tanto trabalho suplementar nocturno.

Falta justificada.

20081123

Não havia necessidade...

O Presidente Cavaco viu-se obrigado a dizer algo.

20081121

Lá se vai o PEC

O PEC vai «por água-abaixo». A culpa é da crise, pois claro (e pensava eu que, com as «contas em ordem», estávamos protegidos contra cenários de crise).
O irónico é que, depois de tanta propaganda, tanta «reforma», tanto desrespeito, tanta indignidade, com o pretexto de que se estava a «reformar o Estado» e o «tecido social», estamos bem pior hoje, do que em 2005.

E o mais patético, é que não há alternativas sérias a este poder desgastado e desgastante.

20081120

As suspeitas avolumam-se

Todo o atabalhoado processo da «nacionalização» do BPN foi uma história mal contada (como é possível o gestor da CGD vir dizer que a melhor solução é a "reprivatização"?). Ou muito me engano, ou este episódio vai ser o princípio do fim de muita gente e de muita prosápia impante de figurões sem escrúpulos, nem dignidade, nem vergonha.

O conselheiro de Estado dias loureiro já se disponibilizou para ser ouvido no parlamento.
Não o quiseram ouvir. Mas parece que, inequivocamente, há motivos para esclarecer certas coisas.
Porque será que a «palavra de ordem» do governo é de não hostilizar os responsáveis do BPN?
Porque será que o processo de investigação ao SIRESP está fechado "a sete chaves" na PGR, apesar de já não se encontrar em segredo de justiça?

20081118

Manuela, tem uma netinha à sua espera...

manuela ferreira leite defende a suspensão da democracia (por seis meses) para fazer as «suas reformas».
Designadamente, na área de Justiça, o que seria a sua prioridade para ajudar as empresas portuguesas.
O sistema judicial, além de todas as malfeitorias, é também, na opinião da venerável senhora, o responsável pela crise sócio-económica.

Escute, minha senhora, o seu netinho precisa de si,

20081117

A «democracia» virtual

sócrates entregou «magalhães» só para a fotografia.

20081115

Reitores «descartáveis»

As inimagináveis declarações de mariano gago, sobre os critérios de manutenção no cargo de reitores das Universidades portuguesas, deveria bastar para que os corpos representativos das Universidades se demitissem em bloco. Aparentemente, são pessoas mais civilizadas que os nossos governantes, que os tratam com a mesma impressionante sobranceria e desprezo com que sempre trataram todos os corpos profissionais de Serviço Público, sob o pretexto de estarem a «reformar o estado» (?!?).
Mas houve dois reitores que «bateram, sintomaticamente, com a porta na cara do ministro».

Quando um governante se permite desautorizar e amesquinhar o papel e a função dos reitores - que representam, afinal, democraticamente, a Universidade - está a faltar ao respeito a todo o esforço, empenho e vontade de superar os problemas que se colocam, actualmente, na gestão universitária.
Só nos faltava que os critério de gestão contabilística fossem erigidos em novos critérios de admissão e manutenção de reitores universitários.

Dito de outra forma, preparemo-nos para ter «reitores descartáveis», como qualquer c.e.o. que não atinge os "objectivos empresariais" fixados nos desígnios dos governantes.

Alunos descontentes, governantes desnorteados

O estado do nosso Ensino público e o ambiente insustentável criado na Escola Pública espelha o resultado das políticas autistas deste governo, no que toca à pretensa avaliação e métodos de «gestão empresarial» das escolas.
Será de admirar, quando os alunos alvejam a ministra da educação e "sus muchachos" secretários de estado (??) com ovos?
A soez, torpe e indemonstrada acusação de os alunos terem sido manipulados pelos sindicatos de professores é a rematada desvergonha de uns (des)governantes que não estão à altura da situação.
É bem possível que os alunos contestatários sejam filhos de professores...
Não se lembraram dessa?

20081109

O autismo da ministra da Educação e o bloqueio da Escola Pública

A ministra da educação - cuja assombrosa carreira profissional e académica faz qualquer frequentador das Novas Oportunidades presumir que poderá chegar a catedrático de qualquer área - não deve andar no seu perfeito juízo, para dizer que a avaliação só exige dos professores o preenchimento de uma ficha (de duas folhas), para definição de objectivos, e outra, no final do ano, para avaliação de resultados (não se sabe de quantas folhas).
Das duas, uma: ou está a gozar com os professores, dizendo uma inverdade no que toca às exigências formais do processo de avaliação; ou está a gozar com a população, ao pretender convencer que um tal «processo de avaliação» é a tal coisa séria que anda a propalar.

O que se passa, neste momento, nas Escolas é mais um capítulo do triunfo dos clichés da «eficiência» e da «produtividade» pela pretensa avaliação dos educadores, que deixam de ter tempo para ensinar, em função da carga inutilmente burocrática.
É mais uma teimosia inqualificável de um poder político (que interpreta deficientemente a legitimidade da maioria democrática) que «divide para reinar», desacreditando, vilipendiando e menosprezando uma classe profissional de crucial importância no desenvolvimento do País.

O que conta são as estatísticas, os resultados martelados, as políticas improvisadas e irreflectidas, as medidas de «navegação à vista».

Bokassa, Jardins e cruzes «gamadas»

O avolumar da insanidade político-constitucional no arquipélago da Madeira tem-se tornado um «case study».
O funcionamento do plenário da Assembleia Regional está suspenso até que os tribunais decidam a queixa que o PSD apresentou sobre o deputado do PND (!!!).
O PS vem reclamar, agora, a pronta intervenção do Presidente da República.
Que me lembre, a última grande benção institucional ao farol da democracia atlântica do regime do «Bokassa» madeirense, foi, justamente, feito por Jaime Gama, alguém acima de qualquer suspeita, como se sabe.

P.S.: e o «Sr. Silva», a assobiar para o lado?

20081101

credibilidade (com letra pequena)

Qual é a «credibilidade» de um josé pinto sousa para dizer que o FMI não tem credibilidade?

Que mal fizeram os portugueses para o seu 1.º ministro andar a fazer as figuras que fez na Cimeira latino americana?
Claro que isso compreende-se. Cada vez mais, o sr. pinto de sousa é o homem de mão do str. chávez na Europa.
Talvez daí venha algum benefício (petróleo ao preço da chuva na «hora H», porque os amigos são para as ocasiões). À parte a triste figura de andar a bajular o ogre chávez, tudo o resto é realpolitik.
E está para durar...Não se viu, ainda, foi grandes vantagens com essas atitudes.

Justamente agora, que o FMI se decidiu a travestir-se de «bombeiro» em «arquitecto», lembra-se o sr. pinto de sousa de dizer as alarvidades que disse.

Desde vender a banha da cobra do «Magalhães tintin» até este ataque bacoco à credibilidade do FMI, não há dúvida que, cada vez mais, é o nosso «homem da regisconta».
Alguém lhe compra o que quer que seja?

20081007

Quando a América se constipa...

...a Europa [e o Mundo] apanham uma pnuemonia.
Pois, parece que esse festivo adágio se confirma, na realidade, para pior.
A Islândia, aliás, é um país pouco saudável, que provoca resfriados.

Agora, em vez de «profetas» da desgraça - como o patético ministro pinho -, o que eu gostava, era ver os rasgos providenciais dos iluminados teóricos neoliberais deste governo, que nos prometeram um futuro de excelência, «tipo modelo finlandês», lembram-se?

20081005

Viva a República

Mesmo que venha sofrendo tratos de polé, com uma clique dirigente que capturou verdadeiramente o Estado, e alardeia um pretenso monopólio da «ética republicana e socialista», há que lembrar a essa gente que a República - quer eles queiram ou não - é plural(ista).
Caso contrário, será algo mais parecido com uma ditadura.

20080909

Tragédia

Morreram ontem três trabalhadores, na derrocada de um prédio em obras de reabilitação no centro de Braga.
Passou-se isto no coração de um município cujos autarcas se ufanam de ser um concelho modelo, com uma qualidade de vida invejável e com um nível de equipamentos sociais e culturais incomparável.
Passou-se isto - dir-se-á - em pleno séc. XXI, no centro de uma das principais cidades do País, no mesmo dia em que, coincidentemente, se iniciaram as obras voluptuárias e megalómanas de prolongamento de um túnel rodoviário cuja única utilidade visível será valorizar um empreendimento privado num dos quarteirões principais, a intervencionar em breve.
O amadorismo, a falta de cuidado e qualidade, a negligência de empreiteiros e engenheiros, de técnicos fiscais camarários, sempre foi atributo deste tipo de trabalhos e operações em Braga. cidade tradicionalmente dominada pelos grandes interesses de construtores civis e imobiliários.
Desta vez, com resultados fatais e lamentáveis.
Os quais, os pretensos responsáveis pela «protecção civil» (ou pela desprotecção civil?) aproveitam ignobilmente para lamentar e endereçar os sentimentos às famílias, nos noticiários das 20H00, em directo, ao mesmo tempo que o edil sentenciava logo a «falta de cuidado» na execução da obra. Tudo isto enquanto os bombeiros, sem meios adequados, levantavam os escombros à mão, sob o pretexto de não atingiram nenhuma das vítimas soterradas.

É espantoso que esta situação possa não vir a ter consequências no plano da responsabilização empresarial e até político-administrativa, já que, ao nível infortunístico laboral e civil, essa responsabilização será inescapável.

Fica o lamento e a constatação de que nada se alterou. Numa época em que a estratégia aprovada contra acidentes de trabalho deveria reduzir em 25% a respectiva taxa até 2012, no último ano aumentou 10%.

Mas as tragédias não se lamentam. Evitam-se. Parece-me bem que esta é uma delas.

20080724

Sensibilidade e Bom senso

Há muito tempo que não via tanta sensatez num governante.
Nem tudo é desesperante, neste País. É claro que João Ferrão, secretário de Estado do Ordenamento do Território não é um político profissional; é um profissional geógrafo que faz política, circunstancialmente.
A propósito, ele é "tutelado" por que ministro?

20080711

Um Estado «salteador»?

A imaginação chegou, enfim, ao poder. Nem mais, nem menos, do que pela inspirada ideia de josé Robin pinto dos Bosques sousa.
Finalmente, encontrou-se a «receita» para a crise. Vai haver receitas extraordinárias dos lucros da GALP.
Verdadeiramente extraordinárias.
Estonteante, mesmo!
O que não é explicado é que, todas essas receitas (que hoje são lucros), já saiu do bolso dos consumidores, e não se sabe para que bolsos vão.
Com um governo destes, não há crise que resista...

20080628

TGV, para quê?

As «grandes obras públicas» (como o «novo aeroporto» e o TGV), têm aparecido como uma das bandeiras do desenvolvimento do País, numa atabalhoada tentativa neo-Keynesiana de promoverem o desenvolvimento de outras actividades económicas.

No que respeita ao TGV, os estudos e as comparações revelam que o nosso País não tem mercado nem escala e, por outro lado, as obras necessárias para o TGV irão ter um impacto ambiental e infra-estrutural francamente negativo e desproporcionado para as finalidades que se propõe. Ganhar 30 minutos numa viagem Lisboa-Porto, não merece o investimento, por muito que pretendam demonstrar o contrário.
Países como a Holanda, os nórdicos e a Itália, com recursos suficientes para idênticos empreendimentos, abdicaram deles, por os considerarem demasiado dispendiosos. Mas, também, por considerarem que o investimento não teria retorno viável: seria, para a dimensão e para o mercado desses países, um empreendimento insustentável.

Quem, agora, se deu conta disso, foi - imaginem - o governo de Madrid.
Já que nesta paróquia, o novo-riquismo triunfante do governo [e dos interesses económicos] não reconhece o seu ridículo, haja, ao menos, o bom senso dos espanhóis para impedir megalomanias como o TGV.
Felizmente, do outro lado da fronteira, parece que há gente responsável.