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20101211

Casamento aprovado, companhia desfeita.

O dr. Miguel Vale de Almeida renunciou ao cargo de deputado, que galhardamente exerceu para garantir a aprovação da lei do casamento homossexual.
A pacóvia contabilidade eleitoral do ps da troca dos votos dos professores pelos das pessoas lbgt (foi isso que determinou a inclusão do antropólogo nas listas de deputados) talvez já não resulte nas próximas eleições.
Talvez por isso, pinto de sousa já chama «heróis» aos professores.
Portanto, conclui-se que agora há «contratos eleitorais». Amanhã poderá haver um deputado para garantir o fim das touradas, a liberalização do lançamento de anões, sei lá, a obtenção de licenciaturas de engenharia técnica on-line.
Trata-se de um embuste que não dignifica qualquer democracia de pacotilha como a nossa.
E que desonra os envolvidos. O ps consentiu em ter um «guardião» de uma promessa eleitoral. O deputado queria apenas garantir a concretização do seu propósito, cuja validade não se discute agora, mas que o abono da remuneração de mais de um ano como deputado parece ostensivamente excessiva para a finalidade pretendida.
Enfim, mais um caso funesto da imagem de marca da nossa «democracia de pacotilha».

20100319

Os pareceres dos professores freitas e miranda

O prof. freitas do amaral é um fenómeno. Por cada parecer que faz defende "a voz do dono". Não é surpresa nenhuma...nem isso é inédito.
O que surpreende é a desenvoltura com que contraria as afadigadas defesas do seu ex-1.º ministro sobre a eliminação das "desigualdades geradas pela proibição do casamento homossexual».

Ao menos, o prof. J. Miranda é mais coerente: «Os homossexuais podem casar. Não podem é casar com pessoa do mesmo sexo. Os heterossexuais também não. Logo, não há discriminação».
Confesso que não estava à espera desta lógica imbatível.
Mas ainda iremos ouvir mais. Acho eu.

20090217

«casamento gay»

O embuste do «casamento homossexual» é cada vez mais uma falsa questão. É hilariante ver o prof. pamplona corte-real ao lado da fernanda cancio e da isabel moreira, cuja histeria descredibilizou a ponta de validade do argumentário. Claro que os defensores do «casamento convencional» também foram escolhidos a dedo pela dona fátima.
Fica, na verdade, alguma elevação de Miguel Vale Almeida e de Vaz Patto.
Quanto ao fundo da questão, já me manifestei aqui: não sendo um apoiante da causa, não tenho objecção relevante à admissibilidade do «casamento gay».
Mas acho de uma confrangedora autocomplacência pretender o acesso à «dignidade e à cidadania, através do acesso ao casamento».
Muitos homossexuais sabem distinguir os planos.
Por mim, acho que os homossexuais já têm dignidade e cidadania plenas. Não precisam do casamento para o demonstrar.

20090123

A fracturante causa do «casamento homossexual»

Eu também acho que Soares, nisto, não tem razão. Mas não pelas razões dos jovens socialistas. É pelo motivo que já expliquei: a questão do casamento homossexual, longe de ser uma causa «radical», «de esquerda», «de vanguarda», «progressista» ou coisa que o valha, é uma questão conservadora. É coisa de homossexuais (e apaniguados) bem retrógrados e anacrónicos, que querem reproduzir o «modelo familiar» dos papás bem instalados e tradicionalistas da sociedade.

Mas, volto a dizer, não tenho nada contra. Afinal, como diz o venerável Dr. Sousa Homem «...todos devem ter direito à sua dose de infelicidade».

É claro que a discussão, neste momento político económico, cheira mais a manobra de diversão do que a outra coisa. Mas as coisas são mesmo assim.

20090116

Um «matrimónio» homossexual?

Parece que josé pinto de sousa vai, efectivamente, propor o «casamento» homossexual, na sua moção estratégica ao congresso do ps.
Já aqui disse que não me aflige rigorosamente nada que os homossexuais alcancem um estatuto matrimonial equiparável ao casamento convencional entre duas pessoas de sexos diferentes.

Afinal, como já disse o bom Dr. Sousa Homem, «Não tenho nada contra o casamento dos homossexuais; todos devem ter direito à sua dose de infelicidade».
Reitero, aliás, a ideia de que a defesa do "casamento gay", longe de ser uma «causa de vanguarda», é uma causa conservadora e anti-progressista, não concebendo eu porque é que se quer atirar mais gente para a "sacristia do registo civil" (pode haver uma razão económica, é claro!).

Gostava era que a dita moção do secretário-geral do ps fosse tão explícita no tocante à adopção homossexual. Isso deve ficar para a outra legislatura.

20081010

Caros homossexuais,...

...se vos quereis amar,
porque vos quereis casar?

Cheguei à conclusão, depois de ler tantas opiniões favoráveis ao casamento homossexual, pelo beautiful people da nossa "paróquia" (v. Público de hoje), que quem o defende é por motivos tristemente bem conservadores.

20081007

Os «socialistas» não param de me surpreender...

Em matéria de casamento homossexual, o PS tem a posição oficial de ser favorável, mas não dá liberdade de voto aos seus deputados.
O PSD tem posição oficial contrária, mas concedeu liberdade de voto aos seus deputados.
Alguém me explica (de preferência com um desenho)?

20080927

«Causas fracturantes»: o casamento homossexual II

Registo a reacção da Opus Gay à frenética defesa do casamento homossexual, designadamente por parte do Bloco (de esquerda?): «A pretensão de empurrar todos para o casamento é altamente eclesiástica», considerando que a proposta consagra a «sacristia da conservatória do registo civil».

Vendo bem as coisas, talvez a Igreja Católica deva rever a sua posição, nesta matéria.

Também me parece que andam por aí alguns sacripantas a arvorarem-se em defensores de uma causa que não é a dos homossexuais.

20080925

«Causas fracturantes»: o casamento homossexual.

Aceita-se que o ordenamento normativo republicano não estabeleça qualquer discriminação, no tocante à orientação sexual, nomeadamente no que respeita ao casamento de duas pessoas.
Antevê-se que o propósito (quase) assumido dos defensores do casamento homossexual seja o de, logo após, reivindicarem a adopção (não faria sentido um sem o outro...).
Acredita-se que a razão pela qual o 1.º ministro atirou esta «questão fracturante» para a próxima legislatura, seja, prosaicamente, a de não abrir uma frente incómoda em vésperas de um ciclo eleitoral.

Argumentos como os esgrimidos por um professor de direito de Família (?), Prof. Corte Real, no sentido de dizer que «o modelo de família assente no casal heterossexual “está completamente ultrapassado”», é algo que não se pode aguentar sem histriónica e perplexizante gargalhada, tal o insólito do argumentário.
Ficámos a saber que o modelo de família «in» e triunfante é o que assenta no casamento homossexual?

Este é o pecado mortal dos argumentos que provam demais. Estou em crer que os apaniguados desta causa, no afã de a defenderem com argumentos destes, se precipitarão, pelo menos, no ridículo.

Concordamos que não há mais um modelo único (oficial) de família . Muitas formas de organização e composição familiar escapam, hoje, ao modelo convencional do casamento heterossexual: famílias monoparentais, famílias adoptivas, uniões de facto, famílias compostas de membros com progenitores não comuns, famílias alargadas, etc.
Algumas destas formas familiares não são incompatíveis com o casamento homossexual.
No entanto, estatisticamente, sociologicamente, juridicamente, ao que parece, o casamento heterossexual é o modelo (para já) ainda dominante.
O que temos por certo é que não é, seguramente, o casamento homossexual que irá constituir o modelo de família que se quer como basilar.
Nem os seus defensores o devem pretender.

Por mim, subscrevo o que, sobre o assunto, já sentenciou, mui judiciosamente, o Dr. A. Sousa Homem: «Eu também concordo com o casamento de pessoas do mesmo sexo. Toda a gente tem direito à sua dose de infelicidade».

20071222

Causas fracturantes

«O casamento dos homossexuais não me aflige: sou um celibatário sem remorso e acho que toda a gente tem direito à sua dose de infelicidade».

António Sousa Homem (Filho), «Mudar a sociedade», N.S. n.º 102 de 22 de Dezembro de 2007

20071201

Causas fracturantes

"No mesmo dia fica despachada. Demora umas duas ou três horas. É pelo método cirúrgico, com anestesia, claro. Ecografia não costumamos fazer, preferimos que as senhoras as tragam. Se tiver a certeza de quantas semanas tem, não precisa de ecografia. Isto é mesmo no Porto, é. Nos arredores. E não, não tem nada a ver com o Ministério da Saúde. É mesmo privado. São 450 euros até às dez semanas..."

DN online.

O teor desta notícia é mesmo um caso de polícia.
Já foi aberto o competente inquérito?

20071126

«Causas fracturantes»

Em España, no que respeita ao aborto, as coisas estão a passar-se assim.
Primeiro, vai-se o respeito pela Lei. Depois, perde-se o respeito pela Vida?
E por cá, todos contentinhos?