Se os nossos responsáveis quiserem realmente ignorar o problema do «bullying», devem criminalizar o fenómeno, na senda da proposta do PGR, que, à míngua de outras iniciativas - e em vez de se preocupar com outras matérias -, acha que é a solução. A ministra vai atrás, e pega logo na deixa.
Em vez de se estudar e equacionar o problema em termos de prevenção - como avisadamente ainda há quem lembre - a solução mais fácil e (aparentemente) mais tranquilizadora é a punição criminal.
Mesmo que não tenha efectividade prática (dado que, até ver, só os maiores de 16 anos são penalmente imputáveis).
Por mais de uma vez, se tem lembrado que ao Direito Penal não devem ser exigidas soluções para problemas que as políticas públicas e sociais não têm conseguido dar resposta.
Este, será apenas mais um desses tristes episódios.
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20100331
20090604
A revolução na educação...
...segue dentro de momentos.
Quando o sistema de avaliação de professores chegar à Universidade, qual será a classificação do lente Vital?
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20090104
Política de contenção financeira
Consta que a autarquia de Porto de Mós distribuiu como brinquedo (?) de Natal, às crianças do município, pistolas de plástico, alegando serem mais baratas do que outros brinquedos.
Para além do louvável esforço de combate ao défice das contas autárquicas (no caso em apreço), os autarcas em causa revelaram extraordinário sentido de responsabilidade, ao dotarem as crianças de mais um instrumento que lhes possibilitará a obtenção de melhores resultados escolares.
Para além do louvável esforço de combate ao défice das contas autárquicas (no caso em apreço), os autarcas em causa revelaram extraordinário sentido de responsabilidade, ao dotarem as crianças de mais um instrumento que lhes possibilitará a obtenção de melhores resultados escolares.
20081109
O autismo da ministra da Educação e o bloqueio da Escola Pública
A ministra da educação - cuja assombrosa carreira profissional e académica faz qualquer frequentador das Novas Oportunidades presumir que poderá chegar a catedrático de qualquer área - não deve andar no seu perfeito juízo, para dizer que a avaliação só exige dos professores o preenchimento de uma ficha (de duas folhas), para definição de objectivos, e outra, no final do ano, para avaliação de resultados (não se sabe de quantas folhas).
Das duas, uma: ou está a gozar com os professores, dizendo uma inverdade no que toca às exigências formais do processo de avaliação; ou está a gozar com a população, ao pretender convencer que um tal «processo de avaliação» é a tal coisa séria que anda a propalar.
O que se passa, neste momento, nas Escolas é mais um capítulo do triunfo dos clichés da «eficiência» e da «produtividade» pela pretensa avaliação dos educadores, que deixam de ter tempo para ensinar, em função da carga inutilmente burocrática.
É mais uma teimosia inqualificável de um poder político (que interpreta deficientemente a legitimidade da maioria democrática) que «divide para reinar», desacreditando, vilipendiando e menosprezando uma classe profissional de crucial importância no desenvolvimento do País.
O que conta são as estatísticas, os resultados martelados, as políticas improvisadas e irreflectidas, as medidas de «navegação à vista».
Das duas, uma: ou está a gozar com os professores, dizendo uma inverdade no que toca às exigências formais do processo de avaliação; ou está a gozar com a população, ao pretender convencer que um tal «processo de avaliação» é a tal coisa séria que anda a propalar.
O que se passa, neste momento, nas Escolas é mais um capítulo do triunfo dos clichés da «eficiência» e da «produtividade» pela pretensa avaliação dos educadores, que deixam de ter tempo para ensinar, em função da carga inutilmente burocrática.
É mais uma teimosia inqualificável de um poder político (que interpreta deficientemente a legitimidade da maioria democrática) que «divide para reinar», desacreditando, vilipendiando e menosprezando uma classe profissional de crucial importância no desenvolvimento do País.
O que conta são as estatísticas, os resultados martelados, as políticas improvisadas e irreflectidas, as medidas de «navegação à vista».
20081018
Máxima do dia
«A coercibilidade é o Cristiano Ronaldo do direito».
[Aluno da cadeira de «introdução ao direito», de Marcelo Rebelo de Sousa]
O defeito será do aluno?
[Aluno da cadeira de «introdução ao direito», de Marcelo Rebelo de Sousa]
O defeito será do aluno?
20080331
E ainda não é 1 de Abril - III
«Tolerância zero para telemóveis na escola Carolina Michaëlis. A solução proposta pela Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) entra hoje em vigor, primeiro dia de aulas desde que se tornou pública a agressão da aluna Patrícia à professora Adozinda Cruz. Os aparelhos interceptados dentro da sala de aula serão confiscados, sendo eventualmente entregues à PSP, a instituições de caridade ou à família, no final do ano lectivo».
do JN on-line.
Bem me queria parecer que há uma devastadora falta de assessores de bom-senso* na DREN...
* Ia dizer "jurídicos"; - )
do JN on-line.
Bem me queria parecer que há uma devastadora falta de assessores de bom-senso* na DREN...
* Ia dizer "jurídicos"; - )
20080311
Espanto?
Parece que a esposa da António Costa (esse mesmo, o n.º 2 do ps) protestou no sábado passado, na Avenida da Liberdade, contra a política da ministra da Educação.
Qual é o espanto?
Confesso-me bastante mais espantado com os escribas que se «envergonham de pseudo-professores que não querem trabalhar, nem ser avaliados, e se prestam a ser soldados do partido comunista» (emídio rangel, ele mesmo).
O autismo contagia?
Qual é o espanto?
Confesso-me bastante mais espantado com os escribas que se «envergonham de pseudo-professores que não querem trabalhar, nem ser avaliados, e se prestam a ser soldados do partido comunista» (emídio rangel, ele mesmo).
O autismo contagia?
20080303
Já só lhes falta isto
Aos professores.
Notem bem, com o rumo que as coisas levam, só faltava esta.
Para já, era em França. Para quando num pc perto de si, caro professor?
Notem bem, com o rumo que as coisas levam, só faltava esta.
Para já, era em França. Para quando num pc perto de si, caro professor?
20071121
Coisas fantásticas.
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