20081130
20081127
Carta aberta a um blogger «desistente»
José Pimentel Teixeira é o notável glosador da observação social, académica e política, responsável pelo blog «ma-schamba», uma referência na blogosfera, para muitos, entre os quais me permito incluir.
Aparentemente - a ajuizar pelo teor do seu seu último post naquele blog - terá perdido a «pachorra», face a um comentário que terá ouvido de alguém, a propósito de divulgar um evento seu.
Conhecendo o seu tipo de interesses e comentários, o blog de JPT tornara-se imprescindível para um sem número de aficionados no seu estilo e nos seus temas. Assumia extrema importância, por exemplo, em meios intelectuais e estudantis moçambicanos dentro e fora do País.
Não acredito, por isso, que tenha sido um infeliz (ou, porventura, excessivamente sobrevalorizado comentário) que o tenha feito perder a paciência. Penso, até, que isso terá servido de mero pretexto para pôr fim a um tipo de comunicação extremamente interessante e fecundo.
A menos que ele navegue já em qualquer outro sítio - para mim ainda desconhecido - ou queira legitimamente retirar-se da responsabilidade pela autoria e exposição blogosférica, peço-lhe, penhoradamente, que reconsidere a sua atitude e volte ao nosso contacto.
É precisa uma voz e uma visão como a sua. Por favor, não nos desiluda.
Aparentemente - a ajuizar pelo teor do seu seu último post naquele blog - terá perdido a «pachorra», face a um comentário que terá ouvido de alguém, a propósito de divulgar um evento seu.
Conhecendo o seu tipo de interesses e comentários, o blog de JPT tornara-se imprescindível para um sem número de aficionados no seu estilo e nos seus temas. Assumia extrema importância, por exemplo, em meios intelectuais e estudantis moçambicanos dentro e fora do País.
Não acredito, por isso, que tenha sido um infeliz (ou, porventura, excessivamente sobrevalorizado comentário) que o tenha feito perder a paciência. Penso, até, que isso terá servido de mero pretexto para pôr fim a um tipo de comunicação extremamente interessante e fecundo.
A menos que ele navegue já em qualquer outro sítio - para mim ainda desconhecido - ou queira legitimamente retirar-se da responsabilidade pela autoria e exposição blogosférica, peço-lhe, penhoradamente, que reconsidere a sua atitude e volte ao nosso contacto.
É precisa uma voz e uma visão como a sua. Por favor, não nos desiluda.
20081123
A nossa cleptocracia
Em Espanha, também há interesse no «nosso Mário Conde».
O que não deixa de ser estranho, cá, é o interesse do PS - agora, aparentemente, em mudança de posição - em silenciar o problema do BPN, em «nacionalizá-lo para o reprivatizar», em negar uma investigação e esclarecimento cabal sobre o caso, e em revelar qual o valor que os contribuintes terão de suportar, para pagar a ineficácia e incompetência (ou, pior, conivência) da supervisão do Banco de Portugal.
Será para «manietar» o Presidente Cavaco - como «moeda de troca» para outras indulgências político-governativas -, que nomeou (pessoalmente) o dr. loureiro para conselheiro de Estado?
Do pé para a mão, o PS controla a administração de três Bancos. São três poderosos instrumentos para desígnios porventura pouco claros, sobretudo em tempos de crise.
Mas, isso, não interessa nada. Estão em boas mãos.
O que não deixa de ser estranho, cá, é o interesse do PS - agora, aparentemente, em mudança de posição - em silenciar o problema do BPN, em «nacionalizá-lo para o reprivatizar», em negar uma investigação e esclarecimento cabal sobre o caso, e em revelar qual o valor que os contribuintes terão de suportar, para pagar a ineficácia e incompetência (ou, pior, conivência) da supervisão do Banco de Portugal.
Será para «manietar» o Presidente Cavaco - como «moeda de troca» para outras indulgências político-governativas -, que nomeou (pessoalmente) o dr. loureiro para conselheiro de Estado?
Do pé para a mão, o PS controla a administração de três Bancos. São três poderosos instrumentos para desígnios porventura pouco claros, sobretudo em tempos de crise.
Mas, isso, não interessa nada. Estão em boas mãos.
20081122
20081121
Lá se vai o PEC
O PEC vai «por água-abaixo». A culpa é da crise, pois claro (e pensava eu que, com as «contas em ordem», estávamos protegidos contra cenários de crise).
O irónico é que, depois de tanta propaganda, tanta «reforma», tanto desrespeito, tanta indignidade, com o pretexto de que se estava a «reformar o Estado» e o «tecido social», estamos bem pior hoje, do que em 2005.
E o mais patético, é que não há alternativas sérias a este poder desgastado e desgastante.
O irónico é que, depois de tanta propaganda, tanta «reforma», tanto desrespeito, tanta indignidade, com o pretexto de que se estava a «reformar o Estado» e o «tecido social», estamos bem pior hoje, do que em 2005.
E o mais patético, é que não há alternativas sérias a este poder desgastado e desgastante.
Cavalheiros exemplares...
...de um certo tipo de "arrivismo" social e económico.
manuel dias loureiro, por seu lado, não foi ouvido no Parlamento. Mas vai ser ouvido na praça pública.
Talvez seja melhor. Não estamos na era da democracia mediática?
manuel dias loureiro, por seu lado, não foi ouvido no Parlamento. Mas vai ser ouvido na praça pública.
Talvez seja melhor. Não estamos na era da democracia mediática?
20081120
a insolvência avalizada pelo governo
Há muita "volatilidade" no ar.
Começa com as inaugurações de «estadão» do governo, e acabam com os «burrinhos na água», meses depois: minas de Aljustrel, Livraria Byblos, etc.
Para estes casos, nada de avales, nada de nacionalizações. Porque será?
E o inenarrável ministro pinho não diz nada?
Começa com as inaugurações de «estadão» do governo, e acabam com os «burrinhos na água», meses depois: minas de Aljustrel, Livraria Byblos, etc.
Para estes casos, nada de avales, nada de nacionalizações. Porque será?
E o inenarrável ministro pinho não diz nada?
As suspeitas avolumam-se
Todo o atabalhoado processo da «nacionalização» do BPN foi uma história mal contada (como é possível o gestor da CGD vir dizer que a melhor solução é a "reprivatização"?). Ou muito me engano, ou este episódio vai ser o princípio do fim de muita gente e de muita prosápia impante de figurões sem escrúpulos, nem dignidade, nem vergonha.
O conselheiro de Estado dias loureiro já se disponibilizou para ser ouvido no parlamento.
Não o quiseram ouvir. Mas parece que, inequivocamente, há motivos para esclarecer certas coisas.
Porque será que a «palavra de ordem» do governo é de não hostilizar os responsáveis do BPN?
Porque será que o processo de investigação ao SIRESP está fechado "a sete chaves" na PGR, apesar de já não se encontrar em segredo de justiça?
O conselheiro de Estado dias loureiro já se disponibilizou para ser ouvido no parlamento.
Não o quiseram ouvir. Mas parece que, inequivocamente, há motivos para esclarecer certas coisas.
Porque será que a «palavra de ordem» do governo é de não hostilizar os responsáveis do BPN?
Porque será que o processo de investigação ao SIRESP está fechado "a sete chaves" na PGR, apesar de já não se encontrar em segredo de justiça?
20081118
Manuela, tem uma netinha à sua espera...
manuela ferreira leite defende a suspensão da democracia (por seis meses) para fazer as «suas reformas».
Designadamente, na área de Justiça, o que seria a sua prioridade para ajudar as empresas portuguesas.
O sistema judicial, além de todas as malfeitorias, é também, na opinião da venerável senhora, o responsável pela crise sócio-económica.
Escute, minha senhora, o seu netinho precisa de si,
Designadamente, na área de Justiça, o que seria a sua prioridade para ajudar as empresas portuguesas.
O sistema judicial, além de todas as malfeitorias, é também, na opinião da venerável senhora, o responsável pela crise sócio-económica.
Escute, minha senhora, o seu netinho precisa de si,
20081117
20081115
Nojood, 10 anos, divorciada
No Iémen, uma menina de 10 anos foi obrigada a «casar», pelo seu pai, um pobre cidadão de Sanaa, com um homem de 30 anos.
Um juiz piedoso com a sua situação - cuja solução ela própria buscou - conseguiu que se demonstrasse as circunstâncias mais ou menos forçadas do «casamento» e a Justiça dissolveu o mesmo, também com a intervenção de uma interessada e activa advogada.
Nojood tomou, aos 10 anos, o seu destino nas próprias mãos. Mãos precocemente experientes de quem foi prematuramente impedida da viver a infância e poder, despreocupadamente, viver esse tempo de crucial importância na formação de uma personalidade equilibrada e harmoniosa. A história pode ser lida no Público de 14-11-2008.
Aspectos culturais de algumas sociedades contemporâneas remetem-nos para características hediondas de sociedades anacrónicas, o que é potenciado pelas difíceis condições de vida dos seus cidadãos.
É um problema de falta de solidariedade que atira as pessoas para comportamentos sociais censuráveis. Mesmo à luz do Islão, que - já o compreendemos -, serve de pretexto para justificar muitos atentados aos direitos humanos e à Civilização.
Um juiz piedoso com a sua situação - cuja solução ela própria buscou - conseguiu que se demonstrasse as circunstâncias mais ou menos forçadas do «casamento» e a Justiça dissolveu o mesmo, também com a intervenção de uma interessada e activa advogada.
Nojood tomou, aos 10 anos, o seu destino nas próprias mãos. Mãos precocemente experientes de quem foi prematuramente impedida da viver a infância e poder, despreocupadamente, viver esse tempo de crucial importância na formação de uma personalidade equilibrada e harmoniosa. A história pode ser lida no Público de 14-11-2008.
Aspectos culturais de algumas sociedades contemporâneas remetem-nos para características hediondas de sociedades anacrónicas, o que é potenciado pelas difíceis condições de vida dos seus cidadãos.
É um problema de falta de solidariedade que atira as pessoas para comportamentos sociais censuráveis. Mesmo à luz do Islão, que - já o compreendemos -, serve de pretexto para justificar muitos atentados aos direitos humanos e à Civilização.
Bem prega «frei marinho»
O bastonário da Ordem dos Advogados revelou a verdadeira face, ao recusar arbitrariamente - ou prepotentemente, como ele próprio gosta de dizer de outros operadores judiciários - a entrega de duas certidões de alterações de sociedades de advogados, requeridas por um jornalista do Público.
Ignora-se quais sejam as sociedades de advogados em causa, e quais sejam os intuitos do jornalista.
Só se estranha que tenha sido o "indomável bastonário" marinho pinto a exercer tal atitude censória.
Este cavalheiro, que está investido de autoridade inerente a um chefe de cartório público (para efeitos de registo de sociedades de advogados; sinceramente, não sei bem porquê) e que, afinal, dirige uma ordem profissional com competências de poder público delegadas pelo Estado, está obrigado, como qualquer outro funcionário, a fundamentar os seus actos e as suas decisões.
Mas, neste caso, no seu afã de atalhar a questão, perante o requerimento do jornalista terá aposto, secamente, «Não autorizado».
Estamos entendidos.
Para quem não o conhecesse, aí está a demonstração do que é um monumental embuste.
Ignora-se quais sejam as sociedades de advogados em causa, e quais sejam os intuitos do jornalista.
Só se estranha que tenha sido o "indomável bastonário" marinho pinto a exercer tal atitude censória.
Este cavalheiro, que está investido de autoridade inerente a um chefe de cartório público (para efeitos de registo de sociedades de advogados; sinceramente, não sei bem porquê) e que, afinal, dirige uma ordem profissional com competências de poder público delegadas pelo Estado, está obrigado, como qualquer outro funcionário, a fundamentar os seus actos e as suas decisões.
Mas, neste caso, no seu afã de atalhar a questão, perante o requerimento do jornalista terá aposto, secamente, «Não autorizado».
Estamos entendidos.
Para quem não o conhecesse, aí está a demonstração do que é um monumental embuste.
Reitores «descartáveis»
As inimagináveis declarações de mariano gago, sobre os critérios de manutenção no cargo de reitores das Universidades portuguesas, deveria bastar para que os corpos representativos das Universidades se demitissem em bloco. Aparentemente, são pessoas mais civilizadas que os nossos governantes, que os tratam com a mesma impressionante sobranceria e desprezo com que sempre trataram todos os corpos profissionais de Serviço Público, sob o pretexto de estarem a «reformar o estado» (?!?).
Mas houve dois reitores que «bateram, sintomaticamente, com a porta na cara do ministro».
Quando um governante se permite desautorizar e amesquinhar o papel e a função dos reitores - que representam, afinal, democraticamente, a Universidade - está a faltar ao respeito a todo o esforço, empenho e vontade de superar os problemas que se colocam, actualmente, na gestão universitária.
Só nos faltava que os critério de gestão contabilística fossem erigidos em novos critérios de admissão e manutenção de reitores universitários.
Dito de outra forma, preparemo-nos para ter «reitores descartáveis», como qualquer c.e.o. que não atinge os "objectivos empresariais" fixados nos desígnios dos governantes.
Mas houve dois reitores que «bateram, sintomaticamente, com a porta na cara do ministro».
Quando um governante se permite desautorizar e amesquinhar o papel e a função dos reitores - que representam, afinal, democraticamente, a Universidade - está a faltar ao respeito a todo o esforço, empenho e vontade de superar os problemas que se colocam, actualmente, na gestão universitária.
Só nos faltava que os critério de gestão contabilística fossem erigidos em novos critérios de admissão e manutenção de reitores universitários.
Dito de outra forma, preparemo-nos para ter «reitores descartáveis», como qualquer c.e.o. que não atinge os "objectivos empresariais" fixados nos desígnios dos governantes.
Alunos descontentes, governantes desnorteados
O estado do nosso Ensino público e o ambiente insustentável criado na Escola Pública espelha o resultado das políticas autistas deste governo, no que toca à pretensa avaliação e métodos de «gestão empresarial» das escolas.
Será de admirar, quando os alunos alvejam a ministra da educação e "sus muchachos" secretários de estado (??) com ovos?
A soez, torpe e indemonstrada acusação de os alunos terem sido manipulados pelos sindicatos de professores é a rematada desvergonha de uns (des)governantes que não estão à altura da situação.
É bem possível que os alunos contestatários sejam filhos de professores...
Não se lembraram dessa?
Será de admirar, quando os alunos alvejam a ministra da educação e "sus muchachos" secretários de estado (??) com ovos?
A soez, torpe e indemonstrada acusação de os alunos terem sido manipulados pelos sindicatos de professores é a rematada desvergonha de uns (des)governantes que não estão à altura da situação.
É bem possível que os alunos contestatários sejam filhos de professores...
Não se lembraram dessa?
20081114
20081111
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