20090220
O triste Carnaval pátrio...
Já sabíamos que o Carnaval pátrio nunca primou pelo bom gosto. Mas, coisas como esta e esta só se explicam, mesmo, como piadas de Carnaval. É triste, mas consegue arrancar boas gargalhadas.
Bom senso, um bem escasso
«O tempo dos media não é o tempo da Justiça. [...] Os jornalistas não são polícias nem juízes. Cabe-lhes o papel de denunciar, nunca de julgar. Mas nem sempre são capazes de separar o trigo do joio. Pior: deixam por vezes campo aberto a julgamentos populares.»
Paulo Martins, JN de 18-2-2009
Paulo Martins, JN de 18-2-2009
O sujeito «ministro malhão»
O sujeito santos silva, que desempenha o cargo de ministro da propaganda, tinha que ficar desagradado com tamanha licenciosidade (não é, prof. freitas?).
«Quem se mete com o ps, leva...».
Ainda não aprenderam?
Pelo menos, lá p´ros lados da RTP, já não era sem tempo.
«Respeitinho».
«Quem se mete com o ps, leva...».
Ainda não aprenderam?
Pelo menos, lá p´ros lados da RTP, já não era sem tempo.
«Respeitinho».
Sá Leão, o advogado
O advogado do tio do «zézito», sr. júlio monteiro é um tal dr. sá leão. Que terá tido esta intervenção, digna de Carnaval.
E eu que associava o nome sá leão a um realizador de filmes porno.
E eu que associava o nome sá leão a um realizador de filmes porno.
20090217
É capaz de ser um bocadinho tarde
"A presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, responsabilizou hoje os sucessivos governos do país pela criminalidade que se faz sentir na região, devido à «ausência de políticas sociais para os jovens e famílias desestruturadas»" do sol-online
A política fiscal «robin dos bosques»
josé pinto sousa está apostado em tirar as deduções do irs aos que declaram um montante de rendimentos igual ao seu (que raio de critério!).
Mas não consegue que a máquina fiscal do Estado controle a tributação da desvergonha dos fundos de investimento no estrangeiro, como nos informa o Público de 16-2-2009.
Definitivamente, um Estado que não consegue cobrar eficazmente impostos de actividades altamente rentáveis, que seriam assinaláveis receitas fiscais, e pretende, em contrapartida, sacrificar pessoas de rendimentos médios declarados, só tem um nome: um Estado salteador, ou um Estado (pobre Estado) capturado por salteadores?
Mas não consegue que a máquina fiscal do Estado controle a tributação da desvergonha dos fundos de investimento no estrangeiro, como nos informa o Público de 16-2-2009.
Definitivamente, um Estado que não consegue cobrar eficazmente impostos de actividades altamente rentáveis, que seriam assinaláveis receitas fiscais, e pretende, em contrapartida, sacrificar pessoas de rendimentos médios declarados, só tem um nome: um Estado salteador, ou um Estado (pobre Estado) capturado por salteadores?
«casamento gay»
O embuste do «casamento homossexual» é cada vez mais uma falsa questão. É hilariante ver o prof. pamplona corte-real ao lado da fernanda cancio e da isabel moreira, cuja histeria descredibilizou a ponta de validade do argumentário. Claro que os defensores do «casamento convencional» também foram escolhidos a dedo pela dona fátima.
Fica, na verdade, alguma elevação de Miguel Vale Almeida e de Vaz Patto.
Quanto ao fundo da questão, já me manifestei aqui: não sendo um apoiante da causa, não tenho objecção relevante à admissibilidade do «casamento gay».
Mas acho de uma confrangedora autocomplacência pretender o acesso à «dignidade e à cidadania, através do acesso ao casamento».
Muitos homossexuais sabem distinguir os planos.
Por mim, acho que os homossexuais já têm dignidade e cidadania plenas. Não precisam do casamento para o demonstrar.
Fica, na verdade, alguma elevação de Miguel Vale Almeida e de Vaz Patto.
Quanto ao fundo da questão, já me manifestei aqui: não sendo um apoiante da causa, não tenho objecção relevante à admissibilidade do «casamento gay».
Mas acho de uma confrangedora autocomplacência pretender o acesso à «dignidade e à cidadania, através do acesso ao casamento».
Muitos homossexuais sabem distinguir os planos.
Por mim, acho que os homossexuais já têm dignidade e cidadania plenas. Não precisam do casamento para o demonstrar.
20090215
20090213
Política vs. Justiça
As relações de crispação entre o poder político e o poder judicial estão "ao rubro".
Basta olhar para o que se passa entre nós e em países próximos, como a Espanha - onde se prepara uma greve de juízes - em França - onde já houve uma greve de magistrados e se preparam outras formas de luta contra as determinações do mapa judiciário e de reformas legislativas estruturais - e em Cabo Verde - onde se dá uma situação de dramática ruptura, face ao aumento exponencial e inesperado (?) da criminalidade.
Entre nós, a situação teve a condimentá-la a existência do caso Freeport; para os mais incautos, deve recordar-se que convém atentar quais são os interesses por detrás de toda a trama, do lado inglês/internacional e do lado nacional.
Depois, é tirar conclusões...
Basta olhar para o que se passa entre nós e em países próximos, como a Espanha - onde se prepara uma greve de juízes - em França - onde já houve uma greve de magistrados e se preparam outras formas de luta contra as determinações do mapa judiciário e de reformas legislativas estruturais - e em Cabo Verde - onde se dá uma situação de dramática ruptura, face ao aumento exponencial e inesperado (?) da criminalidade.
Entre nós, a situação teve a condimentá-la a existência do caso Freeport; para os mais incautos, deve recordar-se que convém atentar quais são os interesses por detrás de toda a trama, do lado inglês/internacional e do lado nacional.
Depois, é tirar conclusões...
20090211
Um nariz de pinóquio...
...pode ser, e só pode ser, visto como uma piada.
Vir insurgir-se contra o facto, invocando «campanhas [negras] de ataque à imagem pessoal» do retratado, só pode ser visto como outra patética estratégia de vitimização.
Mas, pode ser que dê resultado.
Como é a palavra dr. freitas? «licenciosidade», não é?
Vir insurgir-se contra o facto, invocando «campanhas [negras] de ataque à imagem pessoal» do retratado, só pode ser visto como outra patética estratégia de vitimização.
Mas, pode ser que dê resultado.
Como é a palavra dr. freitas? «licenciosidade», não é?
O "segredo da justiça"
De cada vez que os dirigentes ou apaniguados do ps vierem queixar-se contra as "violações do segredo de justiça" era bom que pensassem um pouquinho. Então, fizeram uma reforma penal para «resolver» o segredo de justiça - tortuoso e aberrante regime legal esse, que criaram - tiveram todas as possibilidades de acabar com o problema, e agora queixam-se?
E continuam a imputar, sinuosa e torpemente, as responsabilidades pelas violações aos «agentes da justiça», nomeadamente aos magistrados?
Não se dão conta do ridículo em que caem?
E continuam a imputar, sinuosa e torpemente, as responsabilidades pelas violações aos «agentes da justiça», nomeadamente aos magistrados?
Não se dão conta do ridículo em que caem?
Ideias com lucidez
Batista-Bastos disserta sobre o estado actual do País e da governação. Com acerto e sensatez.
20090210
«Comportar-se como um inocente»
Quem acusa, deve provar o que afirma ou insinua: é uma regra de ouro, inquestionável, do nosso sistema jurídico.
Mas quando o acusado - de factos que, embora nebulosos integram um crime -, é o 1.º ministro de um País, não seria de esperar que, em vez deste disparar com a insinuação de timings eleitorais da Justiça, se dispusesse a colaborar e esclarecer, o mais rapidamente possível todas as insinuações, permitindo a recolha ou entregando os extractos bancários e todos os interesses que possam estar em causa?
É evidente que mesmo aí vigora a presunção de inocência. Sem excepção.
Mas, aproximo-me de João Pereira Coutinho quando escreve, no Expresso de sábado (7-2-2009) que «Começa a ser hora de Sócrates se comportar, verdadeiramente, como um inocente».
Mas quando o acusado - de factos que, embora nebulosos integram um crime -, é o 1.º ministro de um País, não seria de esperar que, em vez deste disparar com a insinuação de timings eleitorais da Justiça, se dispusesse a colaborar e esclarecer, o mais rapidamente possível todas as insinuações, permitindo a recolha ou entregando os extractos bancários e todos os interesses que possam estar em causa?
É evidente que mesmo aí vigora a presunção de inocência. Sem excepção.
Mas, aproximo-me de João Pereira Coutinho quando escreve, no Expresso de sábado (7-2-2009) que «Começa a ser hora de Sócrates se comportar, verdadeiramente, como um inocente».
Magistrados: 8 ou 80?
A exposição pública dos magistrados é um dos assuntos que nunca foi devidamente reflectido (excepto, ao que me lembro, em duas iniciativas de formação do CEJ e num Encontro do CSM ) pelos órgãos de gestão das magistraturas.
A «entrevista» de M.ª José Morgado no corner «vip manicure», a reportagem SIC/Expresso sobre quatro procuradoras, o comentário semanal na RR da procuradora Cândida Almeida, e a entrevista de M.ª José Morgado a Mário Crespo, não será um excesso inconsequente de exposição?
A «entrevista» de M.ª José Morgado no corner «vip manicure», a reportagem SIC/Expresso sobre quatro procuradoras, o comentário semanal na RR da procuradora Cândida Almeida, e a entrevista de M.ª José Morgado a Mário Crespo, não será um excesso inconsequente de exposição?
«Casos de polícia»
O governo ainda «tentou dourar a pílula», nacionalizando o BPN (não foi dias loureiro que apresentou, embevecido, a louvaminha do «menino d´ouro do ps» - quem é ele, quem é -,da Eduarda Maio?) e «pondo uma mão por baixo», ao BPP.
Que ambos são mega-fraudes, já se sabia à boca pequena. Mas, agora, assume-se.
O efeito do «controlo do sistema financeiro», através da nacionalização e dos avales do Estado, escondem, porventura, uma tentativa de controlar danos de outra natureza.
Ou me engano muito, ou ainda vai ser o sistema de justiça a «pagar a factura».
Que ambos são mega-fraudes, já se sabia à boca pequena. Mas, agora, assume-se.
O efeito do «controlo do sistema financeiro», através da nacionalização e dos avales do Estado, escondem, porventura, uma tentativa de controlar danos de outra natureza.
Ou me engano muito, ou ainda vai ser o sistema de justiça a «pagar a factura».
20090207
A «esquerda», no seu melhor
Já sabíamos que havia uma «esquerda plebeia» (o PCP) e uma «esquerda chique» (o BE), embora disfarçadas, porque são ambas «de direita».
O que não sabíamos é que há uma «esquerda trauliteira», para levar a sério. Ou melhor, estávamos esquecidos, desdo o ceo da Mota-Engil, o inenarrável j. coelho «Quem se mete com o ps, leva!!!».
O que não sabíamos é que há uma «esquerda trauliteira», para levar a sério. Ou melhor, estávamos esquecidos, desdo o ceo da Mota-Engil, o inenarrável j. coelho «Quem se mete com o ps, leva!!!».
As "responsabilidades" da Justiça
Nesta semana, dois episódios marcaram a vida das instituições de gestão interna das magistraturas.
No Conselho Superior do Ministério Público, o seu membro não magistrado, dr. João Correia (advogado) solicitou, de forma veemente, um inquérito ao MP e à PJ, no caso Freeport, com vista ao apuramento da violação do segredo de justiça, requerendo a nomeação de uma «Comissão» presidida por um membro do referido CSMP, com tal finalidade.
No Conselho Superior da Magistratura, o Prof. Costa Andrade, opinou que, em seu entender, os factos do Caso Freeport não lhe parecem assim muito difíceis de investigar, pelo que achava tempo excessivo para a duração da investigação.
No primeiro caso, parece haver uma mobilização injustificada do órgão de gestão do MP, com propósitos mais que duvidosos, até porque a «violação do segredo de justiça» já estará nas mãos de M.ª José Morgado.
As preocupações destes conselheiros são louváveis. Mas os motivos da preocupação é que são mais discutíveis.
A "morosidade" da investigação criminal é um dado sistémico, estrutural; nenhum deles o ignorava quando aceitou integrar os conselhos a que pertence. Têm, por isso, que assumir a conjunta responsabilidade do estado de coisas que se mantém, e pelo qual nenhuma preocupação jamais manifestaram anteriormente.
É que todos os problemas da morosidade (ou da falta de "celeridade") da investigação criminal, foram, oportuna e repetidamente denunciados, não pelo poder político (agora, aparentemente, muito incomodado com o estado de coisas), mas pelas entidades representativas dos profissionais do MP e da PJ.
A essas denúncias receberam uma resposta: «Façam melhor com os mesmos meios»; e nesse propósito, foi o PGR invectivado pelo Presidente da República aquando da sua tomada de posse. Julgava-se possível, efectivamente, melhorar o estado de coisas nalgumas áreas particularmente sensíveis da investigação criminal.
Vã ilusão.
Uma investigação criminal séria e consequente não se compatibiliza com o funcionamento - talvez deliberadamente, mas por, certo, sistematicamente - deficitário e insuficiente (apesar da boa vontade dos seus quadros) do Laboratório de Polícia Científica, do Núcelo de Assessoria Técnica da PGR e do Gabinete de Perícia Contabilística da PJ, entidades decisivas para a solução de inúmeros casos de criminalidade económico-financeira.
Uma investigação criminal séria e consequente não se compatibiliza com a demora nas traduções de cartas rogatórias e a falta de verbas para certas perícias.
Uma investigação criminal séria e consequente não se harmoniza com a falta de credenciação europeia de perícias laboratoriais solicitadas a entidades não oficiais.
É por isso que este quadro talvez seja muito conveniente a quem pretende descredibilizar o sistema de investigação criminal, apesar de ter responsabilidade directa (talvez exclusiva) nesse estado de coisas.
Desacreditada a "investigação criminal e a justiça", podem cometer-se todas as tropelias porque um sistema que as pretenda punir é, com efeito, um sistema caricatural, que não se pode levar a sério.
No Conselho Superior do Ministério Público, o seu membro não magistrado, dr. João Correia (advogado) solicitou, de forma veemente, um inquérito ao MP e à PJ, no caso Freeport, com vista ao apuramento da violação do segredo de justiça, requerendo a nomeação de uma «Comissão» presidida por um membro do referido CSMP, com tal finalidade.
No Conselho Superior da Magistratura, o Prof. Costa Andrade, opinou que, em seu entender, os factos do Caso Freeport não lhe parecem assim muito difíceis de investigar, pelo que achava tempo excessivo para a duração da investigação.
No primeiro caso, parece haver uma mobilização injustificada do órgão de gestão do MP, com propósitos mais que duvidosos, até porque a «violação do segredo de justiça» já estará nas mãos de M.ª José Morgado.
As preocupações destes conselheiros são louváveis. Mas os motivos da preocupação é que são mais discutíveis.
A "morosidade" da investigação criminal é um dado sistémico, estrutural; nenhum deles o ignorava quando aceitou integrar os conselhos a que pertence. Têm, por isso, que assumir a conjunta responsabilidade do estado de coisas que se mantém, e pelo qual nenhuma preocupação jamais manifestaram anteriormente.
É que todos os problemas da morosidade (ou da falta de "celeridade") da investigação criminal, foram, oportuna e repetidamente denunciados, não pelo poder político (agora, aparentemente, muito incomodado com o estado de coisas), mas pelas entidades representativas dos profissionais do MP e da PJ.
A essas denúncias receberam uma resposta: «Façam melhor com os mesmos meios»; e nesse propósito, foi o PGR invectivado pelo Presidente da República aquando da sua tomada de posse. Julgava-se possível, efectivamente, melhorar o estado de coisas nalgumas áreas particularmente sensíveis da investigação criminal.
Vã ilusão.
Uma investigação criminal séria e consequente não se compatibiliza com o funcionamento - talvez deliberadamente, mas por, certo, sistematicamente - deficitário e insuficiente (apesar da boa vontade dos seus quadros) do Laboratório de Polícia Científica, do Núcelo de Assessoria Técnica da PGR e do Gabinete de Perícia Contabilística da PJ, entidades decisivas para a solução de inúmeros casos de criminalidade económico-financeira.
Uma investigação criminal séria e consequente não se compatibiliza com a demora nas traduções de cartas rogatórias e a falta de verbas para certas perícias.
Uma investigação criminal séria e consequente não se harmoniza com a falta de credenciação europeia de perícias laboratoriais solicitadas a entidades não oficiais.
É por isso que este quadro talvez seja muito conveniente a quem pretende descredibilizar o sistema de investigação criminal, apesar de ter responsabilidade directa (talvez exclusiva) nesse estado de coisas.
Desacreditada a "investigação criminal e a justiça", podem cometer-se todas as tropelias porque um sistema que as pretenda punir é, com efeito, um sistema caricatural, que não se pode levar a sério.
20090203
20090202
20090130
Uma "IVG" numa clínica ilegal é um aborto?
A pergunta é pertinente, porque pensava eu que essa desditosa chaga social que é o aborto clandestino não tinha razão de ser, num Portugal «da modernidade» e do «choque tecnológico» que nos querem impudicamente impingir.
A PSP parece que interrompeu uma "interrupção voluntária da gravidez". Tanta invasão da privacidade só pode ser inconstitucional, não?
Aborto clandestino? Publicitado na Internet? Não me façam (rir, não) chorar...
A PSP parece que interrompeu uma "interrupção voluntária da gravidez". Tanta invasão da privacidade só pode ser inconstitucional, não?
Aborto clandestino? Publicitado na Internet? Não me façam (rir, não) chorar...
20090129
20090127
Tempos difíceis
O ministro pinho disse que é chegada a hora de «cada um fazer algo pelo País».
Eu proponho que ele tome a louvável iniciativa de se demitir; era um óptimo prenúncio para começar a debelar a "crise".
Eu proponho que ele tome a louvável iniciativa de se demitir; era um óptimo prenúncio para começar a debelar a "crise".
20090124
O tio júlio e as off-shores
Pensava eu que este governo (esta maioria?) tinha querido "acabar" com o segredo de justiça!...
Afinal, se o processo está pendente há tanto tempo, ainda não decorreu o prazo do segredo de justiça ?
Afinal, se o processo está pendente há tanto tempo, ainda não decorreu o prazo do segredo de justiça ?
20090123
Fernando Rosas
Confesso que me decepcionou.
F. Rosas disse ao Sol de 17/1/2009, que nunca tinha fumado um «charro» nem nunca tinha apanhado uma bebedeira.
Tanta virtude não suspeitava que fosse possível, no que é um ícone da intelectualidade de esquerda.
Caiu uns bons pontos na minha consideração.
F. Rosas disse ao Sol de 17/1/2009, que nunca tinha fumado um «charro» nem nunca tinha apanhado uma bebedeira.
Tanta virtude não suspeitava que fosse possível, no que é um ícone da intelectualidade de esquerda.
Caiu uns bons pontos na minha consideração.
A fracturante causa do «casamento homossexual»
Eu também acho que Soares, nisto, não tem razão. Mas não pelas razões dos jovens socialistas. É pelo motivo que já expliquei: a questão do casamento homossexual, longe de ser uma causa «radical», «de esquerda», «de vanguarda», «progressista» ou coisa que o valha, é uma questão conservadora. É coisa de homossexuais (e apaniguados) bem retrógrados e anacrónicos, que querem reproduzir o «modelo familiar» dos papás bem instalados e tradicionalistas da sociedade.
Mas, volto a dizer, não tenho nada contra. Afinal, como diz o venerável Dr. Sousa Homem «...todos devem ter direito à sua dose de infelicidade».
É claro que a discussão, neste momento político económico, cheira mais a manobra de diversão do que a outra coisa. Mas as coisas são mesmo assim.
Mas, volto a dizer, não tenho nada contra. Afinal, como diz o venerável Dr. Sousa Homem «...todos devem ter direito à sua dose de infelicidade».
É claro que a discussão, neste momento político económico, cheira mais a manobra de diversão do que a outra coisa. Mas as coisas são mesmo assim.
20090121
Justiça a sério?
O paradoxo «judicial» criado pela administração Bush (uff!) de Guantanamo (que irónica ideia, irem colocar aquela ignominiosa chafurdice na ilha da revolução cubana!) pode ter os dias contados. Pode, porque não é certo que o venha a ter.
O que aconteceu, parece ter sido uma ordem transmitida pela nova administração, através Procurador-Geral (que é também ministro da Justiça), no sentido, apenas, da suspensão da tramitação dos processos concretos. Nada mais. Os juízes podem não acatar os pedidos dos procuradores.
Não houve - não podia ter havido - uma medida legislativa no sentido de serem extintas as instâncias judiciais militares do complexo de Guantanamo, criadas no âmbito do Patriotic Act, como forma de lutar contra o «terrorismo» e transferida a competência para os apreciar, para as instâncias judiciais comuns.
Temos, por isso, que aguardar, embora seja um sinal inequivocamente encorajador, no sentido de eliminar um dos actuais motivos de vergonha dos EUA.
Será, também, uma forma de esvaziar as recriminações do mundo, perante um sistema iníquo, criado pela democracia mais «forte» e mais «exemplar».
Tenhamos esperança. A expectativa, se calhar, não cabe nela.
O que aconteceu, parece ter sido uma ordem transmitida pela nova administração, através Procurador-Geral (que é também ministro da Justiça), no sentido, apenas, da suspensão da tramitação dos processos concretos. Nada mais. Os juízes podem não acatar os pedidos dos procuradores.
Não houve - não podia ter havido - uma medida legislativa no sentido de serem extintas as instâncias judiciais militares do complexo de Guantanamo, criadas no âmbito do Patriotic Act, como forma de lutar contra o «terrorismo» e transferida a competência para os apreciar, para as instâncias judiciais comuns.
Temos, por isso, que aguardar, embora seja um sinal inequivocamente encorajador, no sentido de eliminar um dos actuais motivos de vergonha dos EUA.
Será, também, uma forma de esvaziar as recriminações do mundo, perante um sistema iníquo, criado pela democracia mais «forte» e mais «exemplar».
Tenhamos esperança. A expectativa, se calhar, não cabe nela.
20090118
As mafias colombianas à nossa porta?
Já se instalaram em Espanha, Não tardará que estejam entre nós.
Alguém se preocupa, ou lá teremos que "reagir" ao fenómeno?
Alguém se preocupa, ou lá teremos que "reagir" ao fenómeno?
20090117
Inversão de sentido ?
Um filme - um acontecimento - um presidente.
Nestes dias que passam, pude ver um acontecimento - a amaragem de um avião com 155 passageiros no rio Hudson -, um filme - «O estranho caso de Benjamin Button» (recriação de uma novela fantástica de Scott Fitzgerald) -, e espero presenciar a tomada de posse de um presidente.
Estes três factos têm em comum a circunstância de terem acontecido (os dois primeiros) e vir a acontecer (o último) nos EUA.
Todos eles versam sobre uma certa ideia, uma certa vontade de "inversão de sentido"; o primeiro, tem como contra-ponto, o 11 de Setembro: também um avião, acabado de descolar se precipitou, não sobre edifícios (e matando gente), mas sobre o rio Hudson (ninguém tendo perecido); o segundo, é um filme sobre a inversão de sentido do Tempo (e de vida) de uma pessoa, Benjamin Button, personificada na personagem e na ideia do relógio da estação, cujos ponteiros andavam em sentido retrógrado; finalmente, o terceiro, será um momento histórico e de grande esperança para os EUA e para o Mundo, invertendo (?) uma tendência errática, belicista e inconsequente da última administração americana (de má memória).
Três acontecimentos que marcam, talvez, a viragem ou a inversão de sentido da História e dos anseios das pessoas, num tempo em que a única certeza parece ser (além da morte) a incerteza.
Três acontecimentos de (alguma) esperança?
Nestes dias que passam, pude ver um acontecimento - a amaragem de um avião com 155 passageiros no rio Hudson -, um filme - «O estranho caso de Benjamin Button» (recriação de uma novela fantástica de Scott Fitzgerald) -, e espero presenciar a tomada de posse de um presidente.
Estes três factos têm em comum a circunstância de terem acontecido (os dois primeiros) e vir a acontecer (o último) nos EUA.
Todos eles versam sobre uma certa ideia, uma certa vontade de "inversão de sentido"; o primeiro, tem como contra-ponto, o 11 de Setembro: também um avião, acabado de descolar se precipitou, não sobre edifícios (e matando gente), mas sobre o rio Hudson (ninguém tendo perecido); o segundo, é um filme sobre a inversão de sentido do Tempo (e de vida) de uma pessoa, Benjamin Button, personificada na personagem e na ideia do relógio da estação, cujos ponteiros andavam em sentido retrógrado; finalmente, o terceiro, será um momento histórico e de grande esperança para os EUA e para o Mundo, invertendo (?) uma tendência errática, belicista e inconsequente da última administração americana (de má memória).
Três acontecimentos que marcam, talvez, a viragem ou a inversão de sentido da História e dos anseios das pessoas, num tempo em que a única certeza parece ser (além da morte) a incerteza.
Três acontecimentos de (alguma) esperança?
«Gota a gota»
Quem será o ex-ministro do governo de Guterres?
Era isso, também, o «pântano»?
Começa a compreender-se, muito melhor, todos os esforços no sentido da «descredibilização» do sistema judiciário, metodicamente empreendidos por membros do governo ps.
Era isso, também, o «pântano»?
Começa a compreender-se, muito melhor, todos os esforços no sentido da «descredibilização» do sistema judiciário, metodicamente empreendidos por membros do governo ps.
20090116
«Grande velocidade»
M. Ferreira Leite declarou, inequivocamente, que abandonaria o projecto do TGV (esse «elefante branco», como o considerou), caso ganhasse as eleições.
O ministro lino veio apressada e demagogicamente afirmar que a senhora estava a «enganar os portugueses», por ter sido ela a apresentar a proposta do TGV nas instâncias europeias, quando era ministra.
O ministro lino é verbalmente incontinente e inconsistente, uma vez que, quer o contexto histórico-financeiro do País, quer o projecto apresentado, eram completamente diferentes dos actuais (embora ainda ninguém saiba qual a opção de traçados que o governo propõe). Por isso é despropositada a sua intervenção.
E, pela primeira vez, parece-me que a senhora exibiu um aspecto que pode fazer alguma diferença, no cotejo das propostas governativas em presença nas próximas eleições. É um trunfo que pode vir a ter algum peso.
A proverbial teimosia do governo nesta matéria - como noutras - deve-se, sobretudo, aos compromissos que terá face a interesses empresariais preponderantes. Não se devem às invocadas preocupações Keynesianas de propulsionar a economia através do investimento público (há tantos domínios, mais rentáveis em que tal efeito multiplicador poderia ser aplicado: a reabilitação dos centros históricos da nossas cidades, a cooperação, a mobilidade e transporte público, etc, etc,...).
Por isso, o TGV pode ser um factor que ajudará ao esclarecimento e à definição dos projectos de governo.
Eu estou frontalmente contra o TGV (qualquer que seja o traçado). O que não significa que vá, só por isso, apoiar a dra. M. Ferreira Leite.
O ministro lino veio apressada e demagogicamente afirmar que a senhora estava a «enganar os portugueses», por ter sido ela a apresentar a proposta do TGV nas instâncias europeias, quando era ministra.
O ministro lino é verbalmente incontinente e inconsistente, uma vez que, quer o contexto histórico-financeiro do País, quer o projecto apresentado, eram completamente diferentes dos actuais (embora ainda ninguém saiba qual a opção de traçados que o governo propõe). Por isso é despropositada a sua intervenção.
E, pela primeira vez, parece-me que a senhora exibiu um aspecto que pode fazer alguma diferença, no cotejo das propostas governativas em presença nas próximas eleições. É um trunfo que pode vir a ter algum peso.
A proverbial teimosia do governo nesta matéria - como noutras - deve-se, sobretudo, aos compromissos que terá face a interesses empresariais preponderantes. Não se devem às invocadas preocupações Keynesianas de propulsionar a economia através do investimento público (há tantos domínios, mais rentáveis em que tal efeito multiplicador poderia ser aplicado: a reabilitação dos centros históricos da nossas cidades, a cooperação, a mobilidade e transporte público, etc, etc,...).
Por isso, o TGV pode ser um factor que ajudará ao esclarecimento e à definição dos projectos de governo.
Eu estou frontalmente contra o TGV (qualquer que seja o traçado). O que não significa que vá, só por isso, apoiar a dra. M. Ferreira Leite.
Um «matrimónio» homossexual?
Parece que josé pinto de sousa vai, efectivamente, propor o «casamento» homossexual, na sua moção estratégica ao congresso do ps.
Já aqui disse que não me aflige rigorosamente nada que os homossexuais alcancem um estatuto matrimonial equiparável ao casamento convencional entre duas pessoas de sexos diferentes.
Afinal, como já disse o bom Dr. Sousa Homem, «Não tenho nada contra o casamento dos homossexuais; todos devem ter direito à sua dose de infelicidade».
Reitero, aliás, a ideia de que a defesa do "casamento gay", longe de ser uma «causa de vanguarda», é uma causa conservadora e anti-progressista, não concebendo eu porque é que se quer atirar mais gente para a "sacristia do registo civil" (pode haver uma razão económica, é claro!).
Gostava era que a dita moção do secretário-geral do ps fosse tão explícita no tocante à adopção homossexual. Isso deve ficar para a outra legislatura.
Já aqui disse que não me aflige rigorosamente nada que os homossexuais alcancem um estatuto matrimonial equiparável ao casamento convencional entre duas pessoas de sexos diferentes.
Afinal, como já disse o bom Dr. Sousa Homem, «Não tenho nada contra o casamento dos homossexuais; todos devem ter direito à sua dose de infelicidade».
Reitero, aliás, a ideia de que a defesa do "casamento gay", longe de ser uma «causa de vanguarda», é uma causa conservadora e anti-progressista, não concebendo eu porque é que se quer atirar mais gente para a "sacristia do registo civil" (pode haver uma razão económica, é claro!).
Gostava era que a dita moção do secretário-geral do ps fosse tão explícita no tocante à adopção homossexual. Isso deve ficar para a outra legislatura.
20090114
Cuidado com os amores
O cardeal patriarca Dom José Policarpo disse que casar com muçulmanos é «(...) meter-se num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde acabam», além de outras inesperados contributos para o diálogo inter-religioso e inter-cultural.
Compreende-se; estava num Casino, local apropriado para tão elevadas reflexões.
Compreende-se; estava num Casino, local apropriado para tão elevadas reflexões.
20090112
O País criminal: «casamentos brancos» de cidadãos "industanos" e cartas de marear "farinha amparo"
A existência de redes de imigração ilegal e «regularização irregular de estrangeiros» foi sempre um campo fértil de avultados proventos ilícitos. Neste caso, quem sabe, se não estaremos a assistir a mais uma ramificação de redes terroristas islâmicas internacionais.
Neste outro assunto, mais doméstico, não deixa de surpreender a cupidez dos envolvidos e a volúpia por receitas aparentemente regulares, mas que escondiam o licenciamento de uma actividade que potenciava enorme perigo para os envolvidos e para terceiros.
Em ambos, a PJ está de Parabéns. Tem de marcar pontos, para (tentar) evitar a sua extinção.
Neste outro assunto, mais doméstico, não deixa de surpreender a cupidez dos envolvidos e a volúpia por receitas aparentemente regulares, mas que escondiam o licenciamento de uma actividade que potenciava enorme perigo para os envolvidos e para terceiros.
Em ambos, a PJ está de Parabéns. Tem de marcar pontos, para (tentar) evitar a sua extinção.
20090109
O «caso Esmeralda»
Tenho evitado falar - como certamente já se terão apercebido - do «caso Esmeralda», que conta com mais uma decisão judicial, agora no sentido de ordenar a entrega "definitiva" da criança ao pai natural.
Os contornos e vectores da questão têm sido discutidos - por «especialistas», entendidos, teóricos e práticos, em todos os sentidos - até ao paroxismo, não tendo o PGR evitado entrar na discussão, dizendo que o caso só se resolverá, em definitivo, com a maioridade da menor.
Pois bem, a única coisa que direi sobre a questão - e não sobre o caso - é algo que me parece que nenhum dos interlocutores disse ainda (não quero ser entendido como alguém que lembra que «o rei vai nu»), e que é algo que me parece evidente: uma situação como a da criança em causa não encontra, no sistema jurídico, uma solução ideal.
O nosso ordenamento jurídico não conseguiu - nem sei se o poderá ou conseguirá - criar uma solução ideal para estas situações.
O que, longe de ser um defeito dos aplicadores da lei e de todos quantos possam contribuir para a decisão processual, é um defeito originariamente sistémico. Todas as soluções que o ordenamento jurídico actual (e, como tal, aplicável) contempla, são soluções imperfeitas, por serem sectoriais, morosas e, por vezes, incoerentes.
A quem caberá a responsabilidade da falta de capacidade de imaginação de soluções jurídicas mais adequadas para situações de contornos e incidências tão novos como a da criança em causa?
Os contornos e vectores da questão têm sido discutidos - por «especialistas», entendidos, teóricos e práticos, em todos os sentidos - até ao paroxismo, não tendo o PGR evitado entrar na discussão, dizendo que o caso só se resolverá, em definitivo, com a maioridade da menor.
Pois bem, a única coisa que direi sobre a questão - e não sobre o caso - é algo que me parece que nenhum dos interlocutores disse ainda (não quero ser entendido como alguém que lembra que «o rei vai nu»), e que é algo que me parece evidente: uma situação como a da criança em causa não encontra, no sistema jurídico, uma solução ideal.
O nosso ordenamento jurídico não conseguiu - nem sei se o poderá ou conseguirá - criar uma solução ideal para estas situações.
O que, longe de ser um defeito dos aplicadores da lei e de todos quantos possam contribuir para a decisão processual, é um defeito originariamente sistémico. Todas as soluções que o ordenamento jurídico actual (e, como tal, aplicável) contempla, são soluções imperfeitas, por serem sectoriais, morosas e, por vezes, incoerentes.
A quem caberá a responsabilidade da falta de capacidade de imaginação de soluções jurídicas mais adequadas para situações de contornos e incidências tão novos como a da criança em causa?
20090107
O juiz de instrução em França
O juiz de instrução era um símbolo do sistema processual penal francês. Simultaneamente encarregado do inquérito, detinha poderes coercitivos no âmbito de medidas coercivas e de obtenção de prova (designadamente na determinação de uma instituição processual que, se existisse em Portugal, tinha caído o Carmo e a Trindade: a garde à vue, em que se permite a detenção de pessoas, que podem nem sequer ser suspeitas, com o mero fim de, directa ou indirectamente, obter provas).
Para equilibrar este cenário, em 2000 instituiu-se o Juiz de liberdade e detenção (JLD), que decidia da necessidade e adequação da prisão preventiva, um enxerto, um arremedo processual, ante os muitos problemas e ambiguidades que o sistema processual potenciava.
O procurador (parquet), promovia diligências que não tivessem já sido realizadas, deduzia a acusação e pouco mais.
Pois bem, Sarkozy e a sua ministra Rachida Dati, propõem, de uma penada, a supressão do juiz de liberdade e detenção, e a redução da intervenção do juiz de instrução; o inquérito seria conduzido pelo procurador e o juiz de instrução interviria em casos comuns de decisão sobre liberdade de pessoas; nos casos mais melindrosos, a decisão sobre a liberdade ficará a cargo de um juiz qualificado, após «audiência colegial pública» (seja lá o que isso for).
Esta proposta demonstra, em definitivo, a não estabilização dos sistemas processuais penais, uma questão que concita cada vez mais apreensões e preocupações da população e dos dirigentes políticos. Está por saber se pelas melhores razões. Os casos Outreau e Vittorio de Filippis, mais recentemente, fizeram retomar uma questão colocada desde há vinte anos, altura, curiosamente, em que o nosso actual sistema processual penal foi introduzido e exibido como um modelo a seguir.
É que os receios e o cepticismo decorrentes de uma tal proposta, fazem temer a governamentalização do Ministério Público, que em França, como na maioria dos Países da Europa, não tem autonomia interna face ao poder político. Daí a justificação de tais receios. O que, por outro lado, sublinha a necessidade de um Ministério Público independente e insensível a controlos externos do governo ou de outro órgão político, e, por outro, reforça a correcção da ideia de uma estrutura fundamentalmente acusatória do processo penal, em que só a autonomia do Ministério Público potenciará a independência dos juízes.
Aproveitar a ocasião para reduzir o papel do juiz de instrução, substituindo-o por um Ministério Público domesticado ou controlado, trata-se de um embuste e é uma mistificação que importa denunciar.
Por isso, as organizações corporativas (sindicais e outras) da Justiça exprimem o seu desacordo, apesar de uma comissão de revisão do processo penal propor aquela medida.
A questão é importante também para os outros Países europeus em que se reflecte sobre o futuro do processo penal, oscilando entre um "processo penal do inimigo" e um processo adversarial puro
Lembremos que já em 1990, embora sem recomendar a ruptura total entre MP e o Executivo, o Relatório da Comissão M.Delmas-Marty, concluíra que:
«Ainsi la réforme proposée conduit-elle à l’institution d’un ministère public « nouveau », nouveau sous un double aspect :
- parce qu’il lui est attribué de nouvelles fonctions ;
- parce que cet accroissement de ses fonctions rend d’autant plus nécessaires de nouvelles garanties statutaires».
Por isso, a questão reacende-se, num cenário de turbulência social e económica. Veremos onde nos conduz.
Para equilibrar este cenário, em 2000 instituiu-se o Juiz de liberdade e detenção (JLD), que decidia da necessidade e adequação da prisão preventiva, um enxerto, um arremedo processual, ante os muitos problemas e ambiguidades que o sistema processual potenciava.
O procurador (parquet), promovia diligências que não tivessem já sido realizadas, deduzia a acusação e pouco mais.
Pois bem, Sarkozy e a sua ministra Rachida Dati, propõem, de uma penada, a supressão do juiz de liberdade e detenção, e a redução da intervenção do juiz de instrução; o inquérito seria conduzido pelo procurador e o juiz de instrução interviria em casos comuns de decisão sobre liberdade de pessoas; nos casos mais melindrosos, a decisão sobre a liberdade ficará a cargo de um juiz qualificado, após «audiência colegial pública» (seja lá o que isso for).
Esta proposta demonstra, em definitivo, a não estabilização dos sistemas processuais penais, uma questão que concita cada vez mais apreensões e preocupações da população e dos dirigentes políticos. Está por saber se pelas melhores razões. Os casos Outreau e Vittorio de Filippis, mais recentemente, fizeram retomar uma questão colocada desde há vinte anos, altura, curiosamente, em que o nosso actual sistema processual penal foi introduzido e exibido como um modelo a seguir.
É que os receios e o cepticismo decorrentes de uma tal proposta, fazem temer a governamentalização do Ministério Público, que em França, como na maioria dos Países da Europa, não tem autonomia interna face ao poder político. Daí a justificação de tais receios. O que, por outro lado, sublinha a necessidade de um Ministério Público independente e insensível a controlos externos do governo ou de outro órgão político, e, por outro, reforça a correcção da ideia de uma estrutura fundamentalmente acusatória do processo penal, em que só a autonomia do Ministério Público potenciará a independência dos juízes.
Aproveitar a ocasião para reduzir o papel do juiz de instrução, substituindo-o por um Ministério Público domesticado ou controlado, trata-se de um embuste e é uma mistificação que importa denunciar.
Por isso, as organizações corporativas (sindicais e outras) da Justiça exprimem o seu desacordo, apesar de uma comissão de revisão do processo penal propor aquela medida.
A questão é importante também para os outros Países europeus em que se reflecte sobre o futuro do processo penal, oscilando entre um "processo penal do inimigo" e um processo adversarial puro
Lembremos que já em 1990, embora sem recomendar a ruptura total entre MP e o Executivo, o Relatório da Comissão M.Delmas-Marty, concluíra que:
«Ainsi la réforme proposée conduit-elle à l’institution d’un ministère public « nouveau », nouveau sous un double aspect :
- parce qu’il lui est attribué de nouvelles fonctions ;
- parce que cet accroissement de ses fonctions rend d’autant plus nécessaires de nouvelles garanties statutaires».
Por isso, a questão reacende-se, num cenário de turbulência social e económica. Veremos onde nos conduz.
Os números da recessão
Segundo o DN, Constâncio admite 90 mil desempregados em 2009.
Mas não deve haver razões para alarme, porque serão compensados por 150.000 novos empregos até ao final do ano.
Não foi isto que nos prometeram?
Mas não deve haver razões para alarme, porque serão compensados por 150.000 novos empregos até ao final do ano.
Não foi isto que nos prometeram?
20090106
Máximas
«Chegaram a propor-me cargos de administrador em bancos. Ainda bem que não aceitei. Se calhar, hoje, estave preso»
[D. Duarte de Bragança]
[D. Duarte de Bragança]
20090104
Política de contenção financeira
Consta que a autarquia de Porto de Mós distribuiu como brinquedo (?) de Natal, às crianças do município, pistolas de plástico, alegando serem mais baratas do que outros brinquedos.
Para além do louvável esforço de combate ao défice das contas autárquicas (no caso em apreço), os autarcas em causa revelaram extraordinário sentido de responsabilidade, ao dotarem as crianças de mais um instrumento que lhes possibilitará a obtenção de melhores resultados escolares.
Para além do louvável esforço de combate ao défice das contas autárquicas (no caso em apreço), os autarcas em causa revelaram extraordinário sentido de responsabilidade, ao dotarem as crianças de mais um instrumento que lhes possibilitará a obtenção de melhores resultados escolares.
20090103
O que fazer com a destruição do hamas?
A ofensiva israelita em Gaza não vai resolver, de nenhuma forma, o «problema palestiniano».
O estado de Israel e as IDF volveram-se de David em Golias. O avanço israelita não foi inesperado nem especialmente surpreendente. E - diria mesmo, sem cinismo -, nem sequer foi indesejada nalguns sectores palestinianos, para os quais o hamas se tornava um estorvo embaraçoso, num cenário em que ganhava cada mais simpatias populares. O quadro de caos e de violência de Gaza contrasta - e de que maneira - com a tranquilidade da Cisjordânia, o que é, também, uma mensagem subliminar.
É claro, no entanto, que a ofensiva obedece a desígnios eleitoralistas internos, e que foi avalizada pelos regimes «árabes moderados», aproveitando a vacatura da presidência dos EUA, sendo desencadeada num Sabbath, há precisamente uma semana (não se vê, aliás, muita contestação nos media internacionais, assistindo-se a um reforço da defesa da posição que invoca a legítima defesa da população civil israelita). Nem o Irão e a Síria se mostram particularmente incendiados com o «sangue palestiniano derramado».
Mesmo a posição oficial da União Europeia foi, uma vez mais, razoavelmente inconsequente, numa fase terminal da irrequieta presidência francesa.
Assiste-se a uma visão mais objectiva do conflito. Amos Oz, o escritor israelita adepto de uma solução pacífica, qualificou o hamas de «gang». Talvez pela primeira vez, desde há muitos anos (após um período de fascínio pelo carisma de Yasser Arafat, a causa palestiniana está estagnada, depois de ter ficado, de certa forma, refém, do fundamentalismo do hamas e do hezbollah).
Pode ser que, depois deste capítulo da história do conflito, as posições fiquem mais extremadas.
Pode ser que se definam alguns elementos de ambiguidade, a que urgia pôr fim.
O meu desejo - como o de todo o Mundo - é que se alcance a Paz. E sem dúvida que reconheço a Israel o direito de defender os seus cidadãos. Mas a minha convicção é a de que se vai cavar mais fundo o fosso da intolerância.
O estado de Israel e as IDF volveram-se de David em Golias. O avanço israelita não foi inesperado nem especialmente surpreendente. E - diria mesmo, sem cinismo -, nem sequer foi indesejada nalguns sectores palestinianos, para os quais o hamas se tornava um estorvo embaraçoso, num cenário em que ganhava cada mais simpatias populares. O quadro de caos e de violência de Gaza contrasta - e de que maneira - com a tranquilidade da Cisjordânia, o que é, também, uma mensagem subliminar.
É claro, no entanto, que a ofensiva obedece a desígnios eleitoralistas internos, e que foi avalizada pelos regimes «árabes moderados», aproveitando a vacatura da presidência dos EUA, sendo desencadeada num Sabbath, há precisamente uma semana (não se vê, aliás, muita contestação nos media internacionais, assistindo-se a um reforço da defesa da posição que invoca a legítima defesa da população civil israelita). Nem o Irão e a Síria se mostram particularmente incendiados com o «sangue palestiniano derramado».
Mesmo a posição oficial da União Europeia foi, uma vez mais, razoavelmente inconsequente, numa fase terminal da irrequieta presidência francesa.
Assiste-se a uma visão mais objectiva do conflito. Amos Oz, o escritor israelita adepto de uma solução pacífica, qualificou o hamas de «gang». Talvez pela primeira vez, desde há muitos anos (após um período de fascínio pelo carisma de Yasser Arafat, a causa palestiniana está estagnada, depois de ter ficado, de certa forma, refém, do fundamentalismo do hamas e do hezbollah).
Pode ser que, depois deste capítulo da história do conflito, as posições fiquem mais extremadas.
Pode ser que se definam alguns elementos de ambiguidade, a que urgia pôr fim.
O meu desejo - como o de todo o Mundo - é que se alcance a Paz. E sem dúvida que reconheço a Israel o direito de defender os seus cidadãos. Mas a minha convicção é a de que se vai cavar mais fundo o fosso da intolerância.
20090102
Eu também acho
"Nesta fase da vida do país, devemos evitar divisões inúteis", Quem o diz é o Presidente da República.
Sim, o ministro da propaganda subscreve as declarações do Chefe do Estado, pois bem precisa que achem que o governo quer cooperar institucionalmente com ele.
A sério: é preciso que tenhamos a noção de que as adversidades transcendem a pesporrência do 1.º ministro e a arrogância de uma «maioria» que nem sabe como o conseguiu e que, claramente, não tinha qualquer projecto estratégico coerente (e consistente) para o País.
Contudo, os governos e os políticos passam.
O País e o Povo permanecem.
É preciso ajudar o governo a terminar com dignidade as suas funções.
Sim, o ministro da propaganda subscreve as declarações do Chefe do Estado, pois bem precisa que achem que o governo quer cooperar institucionalmente com ele.
A sério: é preciso que tenhamos a noção de que as adversidades transcendem a pesporrência do 1.º ministro e a arrogância de uma «maioria» que nem sabe como o conseguiu e que, claramente, não tinha qualquer projecto estratégico coerente (e consistente) para o País.
Contudo, os governos e os políticos passam.
O País e o Povo permanecem.
É preciso ajudar o governo a terminar com dignidade as suas funções.
Máximas
«Não perguntes o caminho a quem o conhece, pois de contrário não te poderás perder».
[Coment. do Talmud]
[Coment. do Talmud]
20081231
Votos para 2009
Um «país ingovernável» com um governo de maioria absoluta, dr. soares?
Isso era o cúmulo! E é um grande cepticismo, face às comprovadas capacidades do 1.º ministro...
Isso era o cúmulo! E é um grande cepticismo, face às comprovadas capacidades do 1.º ministro...
20081230
Dalida (e Alain Delon) - «Parole Parole Parole»
Música mágica, esquecida e ignorada. Música de sempre, mítica, da nossa juventude. Cosmopolita e de uma inaudita actualidade. Tema de sempre, que perdura no registo da memória.
A "cooperação estratégica" acabou (se é que algum dia existiu)
A cínica relação do aparelho político-governativo relativamente ao Presidente da República assume a sua verdadeira face.
Apesar de o Chefe de Estado acusar o Parlamento de «deslealdade» no relacionamento «entre órgãos de soberania», para bom entendedor, o recado era dirigido ao 1.º ministro.
Foi deste a iniciativa (com presumíveis dividendos político-partidários no ps açoriano) e a renovação da «afronta» ao(s poderes do) Presidente. É ele o seu responsável. Como bem sabemos, a orientação do grupo parlamentar do ps só a ele obedece.
Por isso, é josé pinto de sousa o visado na comunicação presidencial. Não podia ser outra pessoa. Os motivos são miseráveis. O pior é que o ps fica refém duma estratégia que até o "mullah omar do regime", o constitucionalista vital, vituperou.
Em 2009, estou em crer, assistiremos a episódios de luta política pouco edificante. Talvez seja necessário, para desviar as atenções do essencial.
Apesar de o Chefe de Estado acusar o Parlamento de «deslealdade» no relacionamento «entre órgãos de soberania», para bom entendedor, o recado era dirigido ao 1.º ministro.
Foi deste a iniciativa (com presumíveis dividendos político-partidários no ps açoriano) e a renovação da «afronta» ao(s poderes do) Presidente. É ele o seu responsável. Como bem sabemos, a orientação do grupo parlamentar do ps só a ele obedece.
Por isso, é josé pinto de sousa o visado na comunicação presidencial. Não podia ser outra pessoa. Os motivos são miseráveis. O pior é que o ps fica refém duma estratégia que até o "mullah omar do regime", o constitucionalista vital, vituperou.
Em 2009, estou em crer, assistiremos a episódios de luta política pouco edificante. Talvez seja necessário, para desviar as atenções do essencial.
20081228
20081227
Israel no seu labirinto
A (prometida) punição israelita perante as inábeis provocações do Hamas, pode significar o conforto pelo respaldo de Obama à posição do estado hebreu. O que, paradoxalmente, pode vir a constituir um dos maiores problemas do novo presidente americano.
As consequências deste ataque, que excedeu em muito o registo bélico de «baixa intensidade», são, agora, uma incógnita. Significa uma viragem, ou só tem a ver com a situação pré-eleitoral no estado de Israel?
Seja como for, tornar-se-á muito mais crítico qualquer avanço no sentido da estabilidade da região.
A Paz, isso é uma ficção.
As consequências deste ataque, que excedeu em muito o registo bélico de «baixa intensidade», são, agora, uma incógnita. Significa uma viragem, ou só tem a ver com a situação pré-eleitoral no estado de Israel?
Seja como for, tornar-se-á muito mais crítico qualquer avanço no sentido da estabilidade da região.
A Paz, isso é uma ficção.
«Fora da realidade...»
Bem me parecia.
Mas acho que não é só o orçamento que está «fora da realidade».
Mas acho que não é só o orçamento que está «fora da realidade».
20081226
Excertos actuais
«O filho de Macário, o José Fístula, era caçador e fadista de tabernas sertanejas. Tinha andado para padre e esbanjara a herança materna em Braga, em orgias de frigideiras e na boémia das Travessas, onde mulheres de saias engomadas que rugem esfervilham, de penteados altos, untados, com muita caspa e fitas azuis, arrastam chinelos de ligas, com os calcanhares de fora a esbeiçarem, com clavículas esqueléticas mordidas das herpes e dos vampiros das noites vinolentas, cheias de delírios devassos e indigestões de iscas e cebolada».
[Camilo Castelo Branco, Eusébio Macário]
[Camilo Castelo Branco, Eusébio Macário]
20081223
Bom Natal
Feliz Natal
NATAL
Mais uma vez, cá vimos
Festejar o teu novo nascimento,
Nós, que, parece, nos desiludimos
Do teu advento!
Cada vez o teu Reino é menos deste mundo!
Mas vimos, com as mãos cheias dos nossos pomos,
Festejar-te, - do fundo
Da miséria que somos.
Os que à chegada
Te vimos esperar com palmas, frutos, hinos,
Somos – não uma vez, mas cada –
Teus assassinos.
À tua mesa nos sentamos;
Teu sangue e corpo é que nos mata a sede e a fome;
Mas por trinta moedas te entregamos;
E por temor, negamos o teu nome.
Sob escárneos e ultrajes,
Ao vulgo de exibimos, que te aclame;
Te rojamos nas lajes;
Te cravejemos numa cruz infame.
Depois, a mesma cruz, a erguemos,
Como um farol de salvação,
Sobre as cidades em que ferve extremos
A nossa corrupção.
Os que em leilão a arrematamos
Como sagrada peça única
Somos os que jogamos,
Para comércio, a tua túnica.
Tais somos, os que, por costume,
Vimos, mais uma vez,
Aquecer-nos ao lume
Que do teu frio e solidão nos dês.
Como é que ainda tens a infinita paciência
De voltar – e te esqueces
De que a nossa indigência
Recusa tudo o que lhe ofereces?
Mas se um ano tu deixas de nascer,
Se de vez se nos cala a tua voz,
Se enfim por nós desistes de morrer,
Jesus recém-nascido!,o que será de nós?!
[José Régio]
NATAL
Mais uma vez, cá vimos
Festejar o teu novo nascimento,
Nós, que, parece, nos desiludimos
Do teu advento!
Cada vez o teu Reino é menos deste mundo!
Mas vimos, com as mãos cheias dos nossos pomos,
Festejar-te, - do fundo
Da miséria que somos.
Os que à chegada
Te vimos esperar com palmas, frutos, hinos,
Somos – não uma vez, mas cada –
Teus assassinos.
À tua mesa nos sentamos;
Teu sangue e corpo é que nos mata a sede e a fome;
Mas por trinta moedas te entregamos;
E por temor, negamos o teu nome.
Sob escárneos e ultrajes,
Ao vulgo de exibimos, que te aclame;
Te rojamos nas lajes;
Te cravejemos numa cruz infame.
Depois, a mesma cruz, a erguemos,
Como um farol de salvação,
Sobre as cidades em que ferve extremos
A nossa corrupção.
Os que em leilão a arrematamos
Como sagrada peça única
Somos os que jogamos,
Para comércio, a tua túnica.
Tais somos, os que, por costume,
Vimos, mais uma vez,
Aquecer-nos ao lume
Que do teu frio e solidão nos dês.
Como é que ainda tens a infinita paciência
De voltar – e te esqueces
De que a nossa indigência
Recusa tudo o que lhe ofereces?
Mas se um ano tu deixas de nascer,
Se de vez se nos cala a tua voz,
Se enfim por nós desistes de morrer,
Jesus recém-nascido!,o que será de nós?!
[José Régio]
20081211
Os deputados faltosos
O deputado do psd, jorge neto, declarou que só faltou à sessão do Parlamento de 5-12-2008 (em que a resolução sobre a suspensão do sistema de avaliação docente não foi aprovada por falta de deputados daquele partido), devido a «trabalho político».
Esse «trabalho» consistiu no jantar de «solidariedade» do Boavista F. Clube (no dia anterior), no Porto, ao qual se seguiu um leilão, que só acabou depois das 02H00 da madrugada. «Era desumano» estar a exigir-lhe que comparecesse no dia seguinte, na AR.
Eu também acho que este deputado bem mereceu o dia de descanso compensatório, depois de tanto trabalho suplementar nocturno.
Falta justificada.
Esse «trabalho» consistiu no jantar de «solidariedade» do Boavista F. Clube (no dia anterior), no Porto, ao qual se seguiu um leilão, que só acabou depois das 02H00 da madrugada. «Era desumano» estar a exigir-lhe que comparecesse no dia seguinte, na AR.
Eu também acho que este deputado bem mereceu o dia de descanso compensatório, depois de tanto trabalho suplementar nocturno.
Falta justificada.
Que fazer quando tudo arde?
20081207
Máxima do dia
«Se fazemos testes [de alcoolemia] às pessoas que conduzem gruas, também devemos fazê-los àqueles que escrevem as leis».
[John Kaye, do Partido Os Verdes australiano]
[John Kaye, do Partido Os Verdes australiano]
20081206
Explicações da «nossa» Cleptocracia
Um "bunker" na herdade de oliveira costa, parece ser, afinal, o único motivo para, em Portugal, se levar um suspeito de crime económico à prisão (preventiva).
Um fundo gestor em que participaram jorge coelho e dias loureiro, que se dedicava à lavagem de fundos de uma rede de facturas falsas, permitirá perceber porque foram salvos dois bancos por este governo.
Por isso, dias loureiro foi o cavalheiro que apresentou embevecidamente o livro do «menino d´ouro do ps».
Há muitos interesses que convém abafar, rapidamente e em força. Só que a "crise", talvez tenha gerado forças incontroláveis e não seja possível evitar danos colaterais. Que poderão ser extensos.
Talvez todo este ambiente geral permita a afronta do ps ao Presidente da República, por causa do... estatuto dos Açores (e da Lei do Divórcio).
Também o PR já deve ter, por este andar, as mãos carbonizadas.
Se isto não é um «pântano» exponencialmente maior do que o do Eng.º Guterres, vou-me reformar...
Um fundo gestor em que participaram jorge coelho e dias loureiro, que se dedicava à lavagem de fundos de uma rede de facturas falsas, permitirá perceber porque foram salvos dois bancos por este governo.
Por isso, dias loureiro foi o cavalheiro que apresentou embevecidamente o livro do «menino d´ouro do ps».
Há muitos interesses que convém abafar, rapidamente e em força. Só que a "crise", talvez tenha gerado forças incontroláveis e não seja possível evitar danos colaterais. Que poderão ser extensos.
Talvez todo este ambiente geral permita a afronta do ps ao Presidente da República, por causa do... estatuto dos Açores (e da Lei do Divórcio).
Também o PR já deve ter, por este andar, as mãos carbonizadas.
Se isto não é um «pântano» exponencialmente maior do que o do Eng.º Guterres, vou-me reformar...
20081203
Gigliola Cinquetti - «Non ho l'età»
Um travo retro de um tema que, hoje, seria acusado de pedofilia. Outros tempos, outras concepções do amor romântico...
O preço da Justiça
De acordo com este estudo, o sistema de Justiça custa a cada contribuinte português a quantia de € 38,00.
Diria que é uma «módica quantia». Um valor quase insignificante.
Como a partir de 2009, esses custos vão ser mensalmente controlados pelo MJ, vamos assistir a uma drástica redução dos valores. Só pode.
Diria que é uma «módica quantia». Um valor quase insignificante.
Como a partir de 2009, esses custos vão ser mensalmente controlados pelo MJ, vamos assistir a uma drástica redução dos valores. Só pode.
20081202
A importância de um TC
Tribunal Constitucional ordenou a dissolução do partido no poder e a exclusão do 1.º ministro da vida política durante cinco anos.
Calma, foi na Tailândia.
Calma, foi na Tailândia.
20081201
20081130
20081127
Carta aberta a um blogger «desistente»
José Pimentel Teixeira é o notável glosador da observação social, académica e política, responsável pelo blog «ma-schamba», uma referência na blogosfera, para muitos, entre os quais me permito incluir.
Aparentemente - a ajuizar pelo teor do seu seu último post naquele blog - terá perdido a «pachorra», face a um comentário que terá ouvido de alguém, a propósito de divulgar um evento seu.
Conhecendo o seu tipo de interesses e comentários, o blog de JPT tornara-se imprescindível para um sem número de aficionados no seu estilo e nos seus temas. Assumia extrema importância, por exemplo, em meios intelectuais e estudantis moçambicanos dentro e fora do País.
Não acredito, por isso, que tenha sido um infeliz (ou, porventura, excessivamente sobrevalorizado comentário) que o tenha feito perder a paciência. Penso, até, que isso terá servido de mero pretexto para pôr fim a um tipo de comunicação extremamente interessante e fecundo.
A menos que ele navegue já em qualquer outro sítio - para mim ainda desconhecido - ou queira legitimamente retirar-se da responsabilidade pela autoria e exposição blogosférica, peço-lhe, penhoradamente, que reconsidere a sua atitude e volte ao nosso contacto.
É precisa uma voz e uma visão como a sua. Por favor, não nos desiluda.
Aparentemente - a ajuizar pelo teor do seu seu último post naquele blog - terá perdido a «pachorra», face a um comentário que terá ouvido de alguém, a propósito de divulgar um evento seu.
Conhecendo o seu tipo de interesses e comentários, o blog de JPT tornara-se imprescindível para um sem número de aficionados no seu estilo e nos seus temas. Assumia extrema importância, por exemplo, em meios intelectuais e estudantis moçambicanos dentro e fora do País.
Não acredito, por isso, que tenha sido um infeliz (ou, porventura, excessivamente sobrevalorizado comentário) que o tenha feito perder a paciência. Penso, até, que isso terá servido de mero pretexto para pôr fim a um tipo de comunicação extremamente interessante e fecundo.
A menos que ele navegue já em qualquer outro sítio - para mim ainda desconhecido - ou queira legitimamente retirar-se da responsabilidade pela autoria e exposição blogosférica, peço-lhe, penhoradamente, que reconsidere a sua atitude e volte ao nosso contacto.
É precisa uma voz e uma visão como a sua. Por favor, não nos desiluda.
20081123
A nossa cleptocracia
Em Espanha, também há interesse no «nosso Mário Conde».
O que não deixa de ser estranho, cá, é o interesse do PS - agora, aparentemente, em mudança de posição - em silenciar o problema do BPN, em «nacionalizá-lo para o reprivatizar», em negar uma investigação e esclarecimento cabal sobre o caso, e em revelar qual o valor que os contribuintes terão de suportar, para pagar a ineficácia e incompetência (ou, pior, conivência) da supervisão do Banco de Portugal.
Será para «manietar» o Presidente Cavaco - como «moeda de troca» para outras indulgências político-governativas -, que nomeou (pessoalmente) o dr. loureiro para conselheiro de Estado?
Do pé para a mão, o PS controla a administração de três Bancos. São três poderosos instrumentos para desígnios porventura pouco claros, sobretudo em tempos de crise.
Mas, isso, não interessa nada. Estão em boas mãos.
O que não deixa de ser estranho, cá, é o interesse do PS - agora, aparentemente, em mudança de posição - em silenciar o problema do BPN, em «nacionalizá-lo para o reprivatizar», em negar uma investigação e esclarecimento cabal sobre o caso, e em revelar qual o valor que os contribuintes terão de suportar, para pagar a ineficácia e incompetência (ou, pior, conivência) da supervisão do Banco de Portugal.
Será para «manietar» o Presidente Cavaco - como «moeda de troca» para outras indulgências político-governativas -, que nomeou (pessoalmente) o dr. loureiro para conselheiro de Estado?
Do pé para a mão, o PS controla a administração de três Bancos. São três poderosos instrumentos para desígnios porventura pouco claros, sobretudo em tempos de crise.
Mas, isso, não interessa nada. Estão em boas mãos.
20081122
20081121
Lá se vai o PEC
O PEC vai «por água-abaixo». A culpa é da crise, pois claro (e pensava eu que, com as «contas em ordem», estávamos protegidos contra cenários de crise).
O irónico é que, depois de tanta propaganda, tanta «reforma», tanto desrespeito, tanta indignidade, com o pretexto de que se estava a «reformar o Estado» e o «tecido social», estamos bem pior hoje, do que em 2005.
E o mais patético, é que não há alternativas sérias a este poder desgastado e desgastante.
O irónico é que, depois de tanta propaganda, tanta «reforma», tanto desrespeito, tanta indignidade, com o pretexto de que se estava a «reformar o Estado» e o «tecido social», estamos bem pior hoje, do que em 2005.
E o mais patético, é que não há alternativas sérias a este poder desgastado e desgastante.
Cavalheiros exemplares...
...de um certo tipo de "arrivismo" social e económico.
manuel dias loureiro, por seu lado, não foi ouvido no Parlamento. Mas vai ser ouvido na praça pública.
Talvez seja melhor. Não estamos na era da democracia mediática?
manuel dias loureiro, por seu lado, não foi ouvido no Parlamento. Mas vai ser ouvido na praça pública.
Talvez seja melhor. Não estamos na era da democracia mediática?
20081120
a insolvência avalizada pelo governo
Há muita "volatilidade" no ar.
Começa com as inaugurações de «estadão» do governo, e acabam com os «burrinhos na água», meses depois: minas de Aljustrel, Livraria Byblos, etc.
Para estes casos, nada de avales, nada de nacionalizações. Porque será?
E o inenarrável ministro pinho não diz nada?
Começa com as inaugurações de «estadão» do governo, e acabam com os «burrinhos na água», meses depois: minas de Aljustrel, Livraria Byblos, etc.
Para estes casos, nada de avales, nada de nacionalizações. Porque será?
E o inenarrável ministro pinho não diz nada?
As suspeitas avolumam-se
Todo o atabalhoado processo da «nacionalização» do BPN foi uma história mal contada (como é possível o gestor da CGD vir dizer que a melhor solução é a "reprivatização"?). Ou muito me engano, ou este episódio vai ser o princípio do fim de muita gente e de muita prosápia impante de figurões sem escrúpulos, nem dignidade, nem vergonha.
O conselheiro de Estado dias loureiro já se disponibilizou para ser ouvido no parlamento.
Não o quiseram ouvir. Mas parece que, inequivocamente, há motivos para esclarecer certas coisas.
Porque será que a «palavra de ordem» do governo é de não hostilizar os responsáveis do BPN?
Porque será que o processo de investigação ao SIRESP está fechado "a sete chaves" na PGR, apesar de já não se encontrar em segredo de justiça?
O conselheiro de Estado dias loureiro já se disponibilizou para ser ouvido no parlamento.
Não o quiseram ouvir. Mas parece que, inequivocamente, há motivos para esclarecer certas coisas.
Porque será que a «palavra de ordem» do governo é de não hostilizar os responsáveis do BPN?
Porque será que o processo de investigação ao SIRESP está fechado "a sete chaves" na PGR, apesar de já não se encontrar em segredo de justiça?
20081118
Manuela, tem uma netinha à sua espera...
manuela ferreira leite defende a suspensão da democracia (por seis meses) para fazer as «suas reformas».
Designadamente, na área de Justiça, o que seria a sua prioridade para ajudar as empresas portuguesas.
O sistema judicial, além de todas as malfeitorias, é também, na opinião da venerável senhora, o responsável pela crise sócio-económica.
Escute, minha senhora, o seu netinho precisa de si,
Designadamente, na área de Justiça, o que seria a sua prioridade para ajudar as empresas portuguesas.
O sistema judicial, além de todas as malfeitorias, é também, na opinião da venerável senhora, o responsável pela crise sócio-económica.
Escute, minha senhora, o seu netinho precisa de si,
20081117
20081115
Nojood, 10 anos, divorciada
No Iémen, uma menina de 10 anos foi obrigada a «casar», pelo seu pai, um pobre cidadão de Sanaa, com um homem de 30 anos.
Um juiz piedoso com a sua situação - cuja solução ela própria buscou - conseguiu que se demonstrasse as circunstâncias mais ou menos forçadas do «casamento» e a Justiça dissolveu o mesmo, também com a intervenção de uma interessada e activa advogada.
Nojood tomou, aos 10 anos, o seu destino nas próprias mãos. Mãos precocemente experientes de quem foi prematuramente impedida da viver a infância e poder, despreocupadamente, viver esse tempo de crucial importância na formação de uma personalidade equilibrada e harmoniosa. A história pode ser lida no Público de 14-11-2008.
Aspectos culturais de algumas sociedades contemporâneas remetem-nos para características hediondas de sociedades anacrónicas, o que é potenciado pelas difíceis condições de vida dos seus cidadãos.
É um problema de falta de solidariedade que atira as pessoas para comportamentos sociais censuráveis. Mesmo à luz do Islão, que - já o compreendemos -, serve de pretexto para justificar muitos atentados aos direitos humanos e à Civilização.
Um juiz piedoso com a sua situação - cuja solução ela própria buscou - conseguiu que se demonstrasse as circunstâncias mais ou menos forçadas do «casamento» e a Justiça dissolveu o mesmo, também com a intervenção de uma interessada e activa advogada.
Nojood tomou, aos 10 anos, o seu destino nas próprias mãos. Mãos precocemente experientes de quem foi prematuramente impedida da viver a infância e poder, despreocupadamente, viver esse tempo de crucial importância na formação de uma personalidade equilibrada e harmoniosa. A história pode ser lida no Público de 14-11-2008.
Aspectos culturais de algumas sociedades contemporâneas remetem-nos para características hediondas de sociedades anacrónicas, o que é potenciado pelas difíceis condições de vida dos seus cidadãos.
É um problema de falta de solidariedade que atira as pessoas para comportamentos sociais censuráveis. Mesmo à luz do Islão, que - já o compreendemos -, serve de pretexto para justificar muitos atentados aos direitos humanos e à Civilização.
Bem prega «frei marinho»
O bastonário da Ordem dos Advogados revelou a verdadeira face, ao recusar arbitrariamente - ou prepotentemente, como ele próprio gosta de dizer de outros operadores judiciários - a entrega de duas certidões de alterações de sociedades de advogados, requeridas por um jornalista do Público.
Ignora-se quais sejam as sociedades de advogados em causa, e quais sejam os intuitos do jornalista.
Só se estranha que tenha sido o "indomável bastonário" marinho pinto a exercer tal atitude censória.
Este cavalheiro, que está investido de autoridade inerente a um chefe de cartório público (para efeitos de registo de sociedades de advogados; sinceramente, não sei bem porquê) e que, afinal, dirige uma ordem profissional com competências de poder público delegadas pelo Estado, está obrigado, como qualquer outro funcionário, a fundamentar os seus actos e as suas decisões.
Mas, neste caso, no seu afã de atalhar a questão, perante o requerimento do jornalista terá aposto, secamente, «Não autorizado».
Estamos entendidos.
Para quem não o conhecesse, aí está a demonstração do que é um monumental embuste.
Ignora-se quais sejam as sociedades de advogados em causa, e quais sejam os intuitos do jornalista.
Só se estranha que tenha sido o "indomável bastonário" marinho pinto a exercer tal atitude censória.
Este cavalheiro, que está investido de autoridade inerente a um chefe de cartório público (para efeitos de registo de sociedades de advogados; sinceramente, não sei bem porquê) e que, afinal, dirige uma ordem profissional com competências de poder público delegadas pelo Estado, está obrigado, como qualquer outro funcionário, a fundamentar os seus actos e as suas decisões.
Mas, neste caso, no seu afã de atalhar a questão, perante o requerimento do jornalista terá aposto, secamente, «Não autorizado».
Estamos entendidos.
Para quem não o conhecesse, aí está a demonstração do que é um monumental embuste.
Reitores «descartáveis»
As inimagináveis declarações de mariano gago, sobre os critérios de manutenção no cargo de reitores das Universidades portuguesas, deveria bastar para que os corpos representativos das Universidades se demitissem em bloco. Aparentemente, são pessoas mais civilizadas que os nossos governantes, que os tratam com a mesma impressionante sobranceria e desprezo com que sempre trataram todos os corpos profissionais de Serviço Público, sob o pretexto de estarem a «reformar o estado» (?!?).
Mas houve dois reitores que «bateram, sintomaticamente, com a porta na cara do ministro».
Quando um governante se permite desautorizar e amesquinhar o papel e a função dos reitores - que representam, afinal, democraticamente, a Universidade - está a faltar ao respeito a todo o esforço, empenho e vontade de superar os problemas que se colocam, actualmente, na gestão universitária.
Só nos faltava que os critério de gestão contabilística fossem erigidos em novos critérios de admissão e manutenção de reitores universitários.
Dito de outra forma, preparemo-nos para ter «reitores descartáveis», como qualquer c.e.o. que não atinge os "objectivos empresariais" fixados nos desígnios dos governantes.
Mas houve dois reitores que «bateram, sintomaticamente, com a porta na cara do ministro».
Quando um governante se permite desautorizar e amesquinhar o papel e a função dos reitores - que representam, afinal, democraticamente, a Universidade - está a faltar ao respeito a todo o esforço, empenho e vontade de superar os problemas que se colocam, actualmente, na gestão universitária.
Só nos faltava que os critério de gestão contabilística fossem erigidos em novos critérios de admissão e manutenção de reitores universitários.
Dito de outra forma, preparemo-nos para ter «reitores descartáveis», como qualquer c.e.o. que não atinge os "objectivos empresariais" fixados nos desígnios dos governantes.
Alunos descontentes, governantes desnorteados
O estado do nosso Ensino público e o ambiente insustentável criado na Escola Pública espelha o resultado das políticas autistas deste governo, no que toca à pretensa avaliação e métodos de «gestão empresarial» das escolas.
Será de admirar, quando os alunos alvejam a ministra da educação e "sus muchachos" secretários de estado (??) com ovos?
A soez, torpe e indemonstrada acusação de os alunos terem sido manipulados pelos sindicatos de professores é a rematada desvergonha de uns (des)governantes que não estão à altura da situação.
É bem possível que os alunos contestatários sejam filhos de professores...
Não se lembraram dessa?
Será de admirar, quando os alunos alvejam a ministra da educação e "sus muchachos" secretários de estado (??) com ovos?
A soez, torpe e indemonstrada acusação de os alunos terem sido manipulados pelos sindicatos de professores é a rematada desvergonha de uns (des)governantes que não estão à altura da situação.
É bem possível que os alunos contestatários sejam filhos de professores...
Não se lembraram dessa?
20081114
20081111
20081109
O autismo da ministra da Educação e o bloqueio da Escola Pública
A ministra da educação - cuja assombrosa carreira profissional e académica faz qualquer frequentador das Novas Oportunidades presumir que poderá chegar a catedrático de qualquer área - não deve andar no seu perfeito juízo, para dizer que a avaliação só exige dos professores o preenchimento de uma ficha (de duas folhas), para definição de objectivos, e outra, no final do ano, para avaliação de resultados (não se sabe de quantas folhas).
Das duas, uma: ou está a gozar com os professores, dizendo uma inverdade no que toca às exigências formais do processo de avaliação; ou está a gozar com a população, ao pretender convencer que um tal «processo de avaliação» é a tal coisa séria que anda a propalar.
O que se passa, neste momento, nas Escolas é mais um capítulo do triunfo dos clichés da «eficiência» e da «produtividade» pela pretensa avaliação dos educadores, que deixam de ter tempo para ensinar, em função da carga inutilmente burocrática.
É mais uma teimosia inqualificável de um poder político (que interpreta deficientemente a legitimidade da maioria democrática) que «divide para reinar», desacreditando, vilipendiando e menosprezando uma classe profissional de crucial importância no desenvolvimento do País.
O que conta são as estatísticas, os resultados martelados, as políticas improvisadas e irreflectidas, as medidas de «navegação à vista».
Das duas, uma: ou está a gozar com os professores, dizendo uma inverdade no que toca às exigências formais do processo de avaliação; ou está a gozar com a população, ao pretender convencer que um tal «processo de avaliação» é a tal coisa séria que anda a propalar.
O que se passa, neste momento, nas Escolas é mais um capítulo do triunfo dos clichés da «eficiência» e da «produtividade» pela pretensa avaliação dos educadores, que deixam de ter tempo para ensinar, em função da carga inutilmente burocrática.
É mais uma teimosia inqualificável de um poder político (que interpreta deficientemente a legitimidade da maioria democrática) que «divide para reinar», desacreditando, vilipendiando e menosprezando uma classe profissional de crucial importância no desenvolvimento do País.
O que conta são as estatísticas, os resultados martelados, as políticas improvisadas e irreflectidas, as medidas de «navegação à vista».
Bokassa, Jardins e cruzes «gamadas»
O avolumar da insanidade político-constitucional no arquipélago da Madeira tem-se tornado um «case study».
O funcionamento do plenário da Assembleia Regional está suspenso até que os tribunais decidam a queixa que o PSD apresentou sobre o deputado do PND (!!!).
O PS vem reclamar, agora, a pronta intervenção do Presidente da República.
Que me lembre, a última grande benção institucional ao farol da democracia atlântica do regime do «Bokassa» madeirense, foi, justamente, feito por Jaime Gama, alguém acima de qualquer suspeita, como se sabe.
P.S.: e o «Sr. Silva», a assobiar para o lado?
O funcionamento do plenário da Assembleia Regional está suspenso até que os tribunais decidam a queixa que o PSD apresentou sobre o deputado do PND (!!!).
O PS vem reclamar, agora, a pronta intervenção do Presidente da República.
Que me lembre, a última grande benção institucional ao farol da democracia atlântica do regime do «Bokassa» madeirense, foi, justamente, feito por Jaime Gama, alguém acima de qualquer suspeita, como se sabe.
P.S.: e o «Sr. Silva», a assobiar para o lado?
20081108
Felgueiras x 2
Em Felgueiras, fátima felgueiras suspirou (diria mesmo, rejubilou) com a "condenação" decretada pelo Colectivo de Guimarães, que a absolveu da maior parte dos crimes.
Um dos co-arguidos, e principal responsável pela denúncia dos casos sujeitos a julgamento, Joaquim Freitas - também co-arguido, e que admitiu vir a ser conjuntamente condenado - declarou estar «arrependido de colaborar com a Justiça», e aconselha «toda a gente que se souber de qualquer coisa não diga nada à Justiça».
Para que conste, o caso é exemplar. Embora não tenha terminado, pela imagem com que se fica, afinal, de que o processo serviu para o quase integral branqueamento da actividade da autarca.
Um dos co-arguidos, e principal responsável pela denúncia dos casos sujeitos a julgamento, Joaquim Freitas - também co-arguido, e que admitiu vir a ser conjuntamente condenado - declarou estar «arrependido de colaborar com a Justiça», e aconselha «toda a gente que se souber de qualquer coisa não diga nada à Justiça».
Para que conste, o caso é exemplar. Embora não tenha terminado, pela imagem com que se fica, afinal, de que o processo serviu para o quase integral branqueamento da actividade da autarca.
20081107
Novo capítulo da judicialização do Político
O inenarrável episódio da suspensão do deputado do PND da Madeira pela maioria do PSD, que suspendeu a actividade par(a)lamentar da Assembleia Regional da Madeira («até decisão judicial sobre as queixas apresentadas em Tribunal»!!!), culminou, como não podia deixar de ser, em mais um capítulo de judicialização da vida política.
Se o sistema judicial está assim tão desacreditado, é por alguma razão...
Se o sistema judicial está assim tão desacreditado, é por alguma razão...
20081105
Ah, o fétiche da «justiça»
«Mas tinha pena (...) sobretudo das juízas novas, saídas do CEJ, uma espécie de atracção sexual que não conseguia esconder de si mesmo quando uma delas se sentava, ajeitando os óculos, vestida de juíza, de negro, afastando o cabelo com a mão esquerda, a direita segurando a caneta, escrevendo, tomando notas - e ele imaginava o que estava escrito nesses blocos, que notas tomaria sobre os advogados de província, sobre aquele cheiro de fatos cinzentos usados duas vezes por semana, sapatos enfeitados de fivelas douradas, gravatas sóbrias de dois tons, anéis grossos, cabelo penteado com gel, sotaque do interior. Enquanto isso acontecia à sua frente, ele tentava adivinhar que roupa se escondia debaixo da farda de juíza, como seria o corte da saia, o decote da blusa, a lingerie, as meias, o pé, o sapato, como estaria sentada a juíza (ah, aquela covinha nas costas), imaginava um piercing preso ao umbigo ou ferindo um mamilo da juíza. E apreciava muito as juízas de meia-idade, gostava de vê-las sentadas, imagina o cadeirão recebendo traseiros moldados por vários anos de consultas a processos, leitura de dossiers, escrita de sentenças».
Francisco José Viegas, Longe de Manaus
Francisco José Viegas, Longe de Manaus
20081104
Notícia verdadeiramente assombrosa
«Filho pacifista» de Bin Laden pede asilo político à chegada ao aeroporto de Madrid.
20081102
O Estado nacionaliza o BPN...
E não se passa nada?
O Estado vai nacionalizar o BPN. Esta notícia assume a banalidade das coisas correntes, mas o seu conteúdo é, actualmente, de uma inaudita gravidade (após a aprovação dos 20.000.000.000 - vinte mil milhões de Euros de aval do Estado, aprovado em tempo record).
A avaliar pela serenidade da instituição, até parece que no pasa nada. Nenhum aviso sobre tão dramática situação constava.
Espera-se, no mínimo que a intervenção da CGD não se faça, mais uma vez, impunemente. Será desta que os figurões dos órgãos sociais, os Revisores Oficiais de Contas, as entidades de «regulação» e de tutela vão ser responsabilizados?
Há um novo PREC (processo de "recapitalização" em curso) em marcha?
Algo de muito estranho se anda a passar no nosso sistema financeiro.
Primeiro, estávamos alheados do que se passou no BCP, mas a transição do CEO da CGD (Santos Ferreira) para o BCP, agora começa a fazer todo o sentido.
O «buraco» era tão profundo que só os fundos públicos (do Estado, isto é, dos contribuintes, das pessoas que pagam impostos), através da CGD, podiam salvar a situação. Daí a solução do "homem-forte" que poderia assegurar a salvação da instituição.
Mas, do BPN não havia suspeita. O Finibanco, a CCAM e o BPI vêm a seguir?
O Estado vai nacionalizar o BPN. Esta notícia assume a banalidade das coisas correntes, mas o seu conteúdo é, actualmente, de uma inaudita gravidade (após a aprovação dos 20.000.000.000 - vinte mil milhões de Euros de aval do Estado, aprovado em tempo record).
A avaliar pela serenidade da instituição, até parece que no pasa nada. Nenhum aviso sobre tão dramática situação constava.
Espera-se, no mínimo que a intervenção da CGD não se faça, mais uma vez, impunemente. Será desta que os figurões dos órgãos sociais, os Revisores Oficiais de Contas, as entidades de «regulação» e de tutela vão ser responsabilizados?
Há um novo PREC (processo de "recapitalização" em curso) em marcha?
Algo de muito estranho se anda a passar no nosso sistema financeiro.
Primeiro, estávamos alheados do que se passou no BCP, mas a transição do CEO da CGD (Santos Ferreira) para o BCP, agora começa a fazer todo o sentido.
O «buraco» era tão profundo que só os fundos públicos (do Estado, isto é, dos contribuintes, das pessoas que pagam impostos), através da CGD, podiam salvar a situação. Daí a solução do "homem-forte" que poderia assegurar a salvação da instituição.
Mas, do BPN não havia suspeita. O Finibanco, a CCAM e o BPI vêm a seguir?
Obama e a «Esperança»
Confesso-me admirador de Barack Obama.
Votaria nele, se pudesse ser eleitor, como milhões de outros habitantes do Planeta, por considerar que a figura inspira, mais do que um conteúdo doutrinal consistente - porventura dispensável neste momento histórico -, um aspecto simbólico, em tempo de "crises" (não há uma crise, há muitas crises, que se agudizaram em simultâneo).
Obama pode parecer um símbolo do cruzamento multicultural e um resultado da própria globalização contemporânea (filho de emigrante africano e de uma "native american" caucasiana).
Esse é um símbolo que resume magnificamente as contradições actuais do povo americano, da interpenetração de valores, de credos e de culturas. Mas, também, do Mundo, onde essas contradições são até talvez mais evidentes, noutras latitudes.
É isso que dá força a uma figura que Colin Powell definiu de forma não traduzível. «transformational».
Mais do que a um programa acabado, adere-se, enfim, a um projecto cuja marca é a de se ir adequando às vicissitudes e problemas que irão surgir.
E, nisso, mais uma vez, os EUA foram inovadores, ao permitir a apresentação de uma tal proposta de governance, ao contrário das tradicionais linhas partidárias.
Não podemos incorrer com excessiva credulidade nesta expectativa. Por um lado, é do interesse (nacional) dos EUA uma descompressão internacional (o Mundo precisa dos EUA, mas de uns EUA que possam ajudar o Mundo).
E esta é a principal força mobilizadora, que daria a vantagem esmagadora a Obama numa eleição planetária.
Mas os EUA são algo cujo funcionamento não tinha as mesmas determinantes que o resto do Mundo.
Pode ser que estejam a mudar. E que isso viabilize um novo discurso, novas políticas e novas práticas. Num Mundo mais igual e sem medo.
Em que os EUA possam liderar, de novo.
Faço votos para que Obama ganhe. E que possa cumprir metade do que se espera dele. Já era muito bom.
Votaria nele, se pudesse ser eleitor, como milhões de outros habitantes do Planeta, por considerar que a figura inspira, mais do que um conteúdo doutrinal consistente - porventura dispensável neste momento histórico -, um aspecto simbólico, em tempo de "crises" (não há uma crise, há muitas crises, que se agudizaram em simultâneo).
Obama pode parecer um símbolo do cruzamento multicultural e um resultado da própria globalização contemporânea (filho de emigrante africano e de uma "native american" caucasiana).
Esse é um símbolo que resume magnificamente as contradições actuais do povo americano, da interpenetração de valores, de credos e de culturas. Mas, também, do Mundo, onde essas contradições são até talvez mais evidentes, noutras latitudes.
É isso que dá força a uma figura que Colin Powell definiu de forma não traduzível. «transformational».
Mais do que a um programa acabado, adere-se, enfim, a um projecto cuja marca é a de se ir adequando às vicissitudes e problemas que irão surgir.
E, nisso, mais uma vez, os EUA foram inovadores, ao permitir a apresentação de uma tal proposta de governance, ao contrário das tradicionais linhas partidárias.
Não podemos incorrer com excessiva credulidade nesta expectativa. Por um lado, é do interesse (nacional) dos EUA uma descompressão internacional (o Mundo precisa dos EUA, mas de uns EUA que possam ajudar o Mundo).
E esta é a principal força mobilizadora, que daria a vantagem esmagadora a Obama numa eleição planetária.
Mas os EUA são algo cujo funcionamento não tinha as mesmas determinantes que o resto do Mundo.
Pode ser que estejam a mudar. E que isso viabilize um novo discurso, novas políticas e novas práticas. Num Mundo mais igual e sem medo.
Em que os EUA possam liderar, de novo.
Faço votos para que Obama ganhe. E que possa cumprir metade do que se espera dele. Já era muito bom.
20081101
credibilidade (com letra pequena)
Qual é a «credibilidade» de um josé pinto sousa para dizer que o FMI não tem credibilidade?
Que mal fizeram os portugueses para o seu 1.º ministro andar a fazer as figuras que fez na Cimeira latino americana?
Claro que isso compreende-se. Cada vez mais, o sr. pinto de sousa é o homem de mão do str. chávez na Europa.
Talvez daí venha algum benefício (petróleo ao preço da chuva na «hora H», porque os amigos são para as ocasiões). À parte a triste figura de andar a bajular o ogre chávez, tudo o resto é realpolitik.
E está para durar...Não se viu, ainda, foi grandes vantagens com essas atitudes.
Justamente agora, que o FMI se decidiu a travestir-se de «bombeiro» em «arquitecto», lembra-se o sr. pinto de sousa de dizer as alarvidades que disse.
Desde vender a banha da cobra do «Magalhães tintin» até este ataque bacoco à credibilidade do FMI, não há dúvida que, cada vez mais, é o nosso «homem da regisconta».
Alguém lhe compra o que quer que seja?
Que mal fizeram os portugueses para o seu 1.º ministro andar a fazer as figuras que fez na Cimeira latino americana?
Claro que isso compreende-se. Cada vez mais, o sr. pinto de sousa é o homem de mão do str. chávez na Europa.
Talvez daí venha algum benefício (petróleo ao preço da chuva na «hora H», porque os amigos são para as ocasiões). À parte a triste figura de andar a bajular o ogre chávez, tudo o resto é realpolitik.
E está para durar...Não se viu, ainda, foi grandes vantagens com essas atitudes.
Justamente agora, que o FMI se decidiu a travestir-se de «bombeiro» em «arquitecto», lembra-se o sr. pinto de sousa de dizer as alarvidades que disse.
Desde vender a banha da cobra do «Magalhães tintin» até este ataque bacoco à credibilidade do FMI, não há dúvida que, cada vez mais, é o nosso «homem da regisconta».
Alguém lhe compra o que quer que seja?
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